Gestão Jorginho Mello: SC avança no ensino superior e trabalho penal

Balanço de mandato revela cumprimento de metas educacionais e ampliação de frentes de trabalho em presídios, mas aponta atraso em delegacias especializadas.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 10:013 min de leitura

Gestão Jorginho Mello: SC avança no ensino superior e trabalho penal
Resumo em 10 segundos

Governador catarinense prioriza gratuidade no ensino superior e ressocialização, mas enfrenta desafios na segurança pública feminina.

O governo de Jorginho Mello completa um ciclo estratégico em Santa Catarina com a consolidação de programas estruturantes nas áreas de educação e administração prisional. Desde o início de sua gestão, o chefe do Executivo estadual focou na implementação do Universidade Gratuita, projeto que visa custear vagas em instituições de ensino superior, além de expandir o uso de mão de obra de detentos em diversas regiões do estado. No entanto, o cronograma de expansão das Delegacias de Proteção à Mulher (DPCAMIs) com atendimento ininterrupto ainda apresenta lacunas em relação às promessas de campanha.

Avanço no Ensino Superior e o Programa Universidade Gratuita

Um dos pilares da atual administração é o investimento direto na formação acadêmica da população catarinense. O programa Universidade Gratuita foi oficialmente lançado para absorver a demanda de estudantes que buscam graduação em universidades comunitárias, conhecidas como as do Sistema Acafe. Segundo dados do Governo do Estado, o aporte financeiro bilionário visa garantir que o aluno não precise arcar com mensalidades, desde que cumpra contrapartidas sociais em solo catarinense após a formatura. A iniciativa é considerada o maior projeto de assistência estudantil da história de Santa Catarina, alcançando milhares de jovens em cidades como Florianópolis, Joinville e Chapecó.

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Ressocialização e trabalho no sistema prisional

Na área de segurança e administração socioeducativa, Jorginho Mello logrou êxito ao ampliar as frentes de trabalho para a população carcerária. De acordo com a Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa, o estado mantém um dos maiores índices de detentos trabalhando no Brasil. Empresas privadas e órgãos públicos firmaram convênios para utilizar a mão de obra em setores como têxtil e construção civil. Essa política busca não apenas a redução de pena, mas a diminuição da reincidência criminal ao oferecer uma ocupação profissional dentro das unidades prisionais catarinenses.

O gargalo na proteção à mulher

Embora o governo tenha avançado em pautas econômicas e educacionais, a promessa de viabilizar o funcionamento de 24 horas para todas as delegacias especializadas no atendimento à mulher ainda não foi integralmente cumprida. Levantamentos indicam que muitas unidades ainda operam em horário comercial, dificultando o registro de ocorrências durante as madrugadas e finais de semana. A Polícia Civil afirma que trabalha na recomposição de efetivo e em soluções tecnológicas, como a Delegacia Virtual, para mitigar a ausência de atendimento presencial ininterrupto em algumas comarcas do interior.

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Contexto

Durante a campanha eleitoral de 2022, o então candidato Jorginho Mello baseou seu plano de governo em propostas de forte impacto social e eficiência administrativa. O cenário fiscal de Santa Catarina, embora robusto, exigiu ajustes para que o orçamento comportasse o subsídio das mensalidades universitárias. Historicamente, o estado se destaca por indicadores sociais elevados, o que pressiona a gestão pública por entregas mais ágeis em setores sensíveis como a segurança pública e o combate à violência doméstica, que cresceu em números absolutos nos últimos três anos.

O que esperar

Para o restante do mandato, a expectativa é que o Governo de Santa Catarina intensifique as nomeações de novos policiais aprovados em concursos para suprir a demanda das delegacias especializadas. Na educação, o desafio será manter a sustentabilidade financeira do Universidade Gratuita diante das flutuações na arrecadação estadual. O monitoramento das metas continuará sendo um ponto de atenção para a sociedade civil e órgãos de controle, que cobram a execução total do plano apresentado aos eleitores.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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