Gestão Mauro Mendes: Mato Grosso avança em saúde e educação, mas atrasa BRT
Balanço do governo de Mato Grosso revela avanços no ensino integral e cirurgias eletivas, enquanto obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande seguem pendentes.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 10:003 min de leitura

Governo estadual cumpre metas prioritárias na área social, mas enfrenta dificuldades crônicas em infraestrutura urbana na Grande Cuiabá.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, e seu vice, Otaviano Pivetta, atingiram marcos significativos em áreas estratégicas como educação e saúde pública durante os primeiros três anos e meio de gestão. No entanto, o cronograma de mobilidade urbana sofreu reveses importantes, especialmente no projeto do BRT (Bus Rapid Transit), que deveria interligar a capital e a região metropolitana. O levantamento atualizado das metas de campanha aponta um cenário de contrastes entre a eficiência nos serviços básicos e os entraves em grandes obras de engenharia.
Avanços na Educação e Saúde
No setor educacional, a ampliação do ensino em tempo integral consolidou-se como uma das principais vitórias da administração. O estado conseguiu expandir a rede de escolas com jornada estendida, atingindo índices que superam as expectativas iniciais do Plano Estadual de Educação. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), o investimento em infraestrutura escolar e na capacitação de professores foi fundamental para que milhares de alunos pudessem usufruir de atividades extracurriculares e reforço pedagógico em dois turnos.
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Na frente da saúde, o programa focado na redução de filas para cirurgias eletivas apresentou resultados robustos. O governo estadual promoveu mutirões em diversas regiões de Mato Grosso, descentralizando o atendimento que antes ficava concentrado apenas em Cuiabá. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), o aporte financeiro extraordinário permitiu a realização de procedimentos em áreas como ortopedia, oftalmologia e ginecologia, diminuindo drasticamente o tempo de espera de pacientes que aguardavam há anos por intervenções não urgentes.
O impasse do BRT na Grande Cuiabá
Em contrapartida aos sucessos sociais, o setor de infraestrutura lida com o descumprimento de uma promessa central: a implementação do BRT em Cuiabá e Várzea Grande. A substituição do antigo projeto do VLT pelo sistema de ônibus de trânsito rápido gerou batalhas jurídicas e atrasos no canteiro de obras. Até o momento, a meta de entregar o sistema operante não foi concretizada, frustrando a expectativa de usuários do transporte público que sofrem com a precariedade da mobilidade no Eixo Leste-Oeste da região metropolitana.
As autoridades estaduais justificam que a complexidade das desapropriações e a necessidade de readequação dos projetos executivos foram os principais gargalos. Embora as obras tenham iniciado em trechos específicos de Várzea Grande, o ritmo nos perímetros urbanos de Cuiabá ainda é considerado lento por especialistas em urbanismo. O governo mantém o discurso de que o BRT será a solução definitiva e mais barata, mas os prazos originais de entrega já foram superados em mais de 12 meses.
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Contexto
A atual gestão assumiu o compromisso de modernizar o estado sob o lema de equilíbrio fiscal. Desde 2022, Mato Grosso tem registrado superávits que permitiram investimentos diretos com recursos próprios, reduzindo a dependência de repasses federais. Esse fôlego financeiro foi o que viabilizou a compra de novos equipamentos hospitalares e a reforma de centenas de unidades de ensino em municípios do interior, como Sinop, Rondonópolis e Sorriso.
Historicamente, o estado enfrenta o desafio de equilibrar o crescimento econômico impulsionado pelo agronegócio com a demanda por serviços públicos de qualidade em áreas urbanas densas. O setor de transportes é, tradicionalmente, o calcanhar de Aquiles das últimas administrações mato-grossenses, acumulando passivos de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014, cujas cicatrizes de obras inacabadas ainda são visíveis na paisagem da capital.
Próximos passos
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Para o restante do mandato, a expectativa é que a gestão Mauro Mendes intensifique as frentes de trabalho nas avenidas CPA e Prainha para tentar entregar ao menos o primeiro trecho operacional do BRT antes do período eleitoral. Paralelamente, o governo deve anunciar uma nova fase do programa de cirurgias para zerar as demandas remanescentes do período da pandemia, buscando consolidar o legado de eficiência administrativa prometido em palanque.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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