Gestão Zema cumpre metas de segurança, mas falha em reajuste salarial

Levantamento detalha o desempenho das promessas de Romeu Zema em Minas Gerais, destacando avanços no ensino integral e impasses com servidores públicos.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 10:004 min de leitura

Gestão Zema cumpre metas de segurança, mas falha em reajuste salarial
Resumo em 10 segundos

Integração de dados na segurança e expansão do ensino médio integral marcam balanço de três anos e meio da atual administração mineira.

A gestão do governador Romeu Zema e do vice Mateus Simões atingiu metas cruciais nas áreas de segurança pública e educação em Minas Gerais, conforme aponta um levantamento detalhado sobre as promessas de campanha de 2022. Entre os principais avanços consolidados até meados de 2024, destacam-se a unificação dos sistemas de inteligência policial e o aumento significativo de vagas em escolas de tempo integral, embora o governo enfrente resistências severas no campo fiscal e na valorização do funcionalismo público estadual.

Avanços na segurança e educação

No setor de segurança, o governo estadual conseguiu implementar a integração de informações entre a Polícia Militar, a Polícia Civil e o sistema prisional. Essa convergência de dados era uma das prioridades do plano de governo para otimizar o combate ao crime organizado e reduzir os índices de criminalidade em cidades como Belo Horizonte e regiões metropolitanas. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, a medida permitiu uma resposta mais ágil em investigações complexas e no monitoramento de detentos sob custódia do Estado.

Publicidade BS1

Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores

WhatsApp

Paralelamente, a Secretaria de Estado de Educação registrou um salto na oferta do Ensino Médio Integral. A meta de expandir essa modalidade para a maioria das regionais de ensino foi cumprida, visando melhorar o desempenho dos jovens mineiros no Ideb. O investimento em infraestrutura escolar e a formação de professores foram pilares citados pela administração para sustentar o modelo, que busca preparar os estudantes tanto para o mercado de trabalho quanto para o ingresso no ensino superior, reduzindo as taxas de evasão escolar no território mineiro.

O impasse com o funcionalismo público

Por outro lado, o compromisso de garantir um reajuste linear e sistemático para o funcionalismo público permanece como a principal lacuna da atual gestão. As negociações com sindicatos de diversas categorias, incluindo saúde e segurança, foram marcadas por tensões e pela justificativa governamental de limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo alega que a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) é necessária para equilibrar as contas, mas a falta de um aumento real nos salários gerou uma série de protestos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais ao longo dos últimos meses.

Além da questão salarial, outras promessas de infraestrutura de grande porte ainda seguem em ritmo lento. O cronograma de obras em rodovias estaduais, fundamentais para o escoamento da produção agrícola e industrial, sofreu atrasos devido a entraves orçamentários. O governo defende que priorizou a manutenção emergencial de trechos críticos, mas a pavimentação de novas frentes de escoamento em regiões como o Triângulo Mineiro e o Norte de Minas ainda é uma demanda latente da população e do setor produtivo.

Publicidade BS1

Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores

WhatsApp

Contexto

O governo de Romeu Zema assumiu o segundo mandato em janeiro de 2023 com uma plataforma focada na eficiência administrativa e no enxugamento da máquina pública. Desde o início de sua trajetória política, o governador tem enfatizado a necessidade de sanar as dívidas do estado com a União, que hoje ultrapassam a marca de R$ 160 bilhões. Esse cenário econômico tem sido o principal balizador para a execução ou o adiamento de promessas feitas durante o período eleitoral, criando um cabo de guerra entre a meta de austeridade e as demandas sociais.

Historicamente, o estado de Minas Gerais enfrenta dificuldades crônicas de caixa, o que levou gestões anteriores a parcelarem salários. Embora a atual administração tenha regularizado o calendário de pagamentos, a ausência de correções inflacionárias para os servidores tornou-se o ponto central de desgaste político. A estratégia de focar em parcerias público-privadas e concessões tem sido a alternativa encontrada para manter os investimentos em áreas essenciais sem comprometer ainda mais o orçamento estadual no curto prazo.

O que esperar

Publicidade BS1

Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores

WhatsApp

Para o restante do mandato, a expectativa é que o governo intensifique as articulações com o Governo Federal e o Congresso Nacional para definir os termos finais da dívida mineira. A resolução desse imbróglio financeiro será determinante para que a gestão consiga, finalmente, destravar os reajustes esperados pelos servidores e concluir as obras de infraestrutura pendentes. O cenário político em 2025 deve ser pautado pela tentativa de equilibrar a responsabilidade fiscal com a necessidade de entregar resultados tangíveis antes do próximo ciclo eleitoral.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

Publicidade BS1

Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores

WhatsApp

Fique por dentro do nosso canal no WhatsApp Bs1.online

Compartilhar:

Comentários (0)

Entre para deixar um comentário.

Carregando...