Gianni Infantino é acusado de usar fundos da Uefa para indenizar ex-amante
Escândalo atinge o presidente da Fifa, Gianni Infantino, suspeito de utilizar recursos da Uefa para silenciar funcionária após relacionamento extraconjugal.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 10:583 min de leitura

Investigação aponta que atual presidente da Fifa teria desviado recursos da confederação europeia para encerrar vínculo com funcionária após caso amoroso.
O atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, está no centro de uma nova polêmica internacional envolvendo suposto uso indevido de verbas institucionais. O dirigente é acusado de ter utilizado fundos da Uefa, entidade onde atuou anteriormente como secretário-geral, para pagar uma indenização financeira a uma colaboradora com quem mantinha um relacionamento extraconjugal. O caso teria ocorrido durante sua gestão na entidade europeia, em Nyon, na Suíça, e os valores teriam sido camuflados como uma rescisão contratual padrão para garantir a saída imediata da mulher do quadro de funcionários.
Detalhes da denúncia e pagamentos
De acordo com informações obtidas por fontes próximas à investigação, o relacionamento entre Gianni Infantino e a funcionária tornou-se um risco para a imagem do dirigente quando ele começou a consolidar sua ascensão política no futebol mundial. Para evitar que o escândalo viesse a público e comprometesse sua candidatura à presidência da Fifa em 2016, teria sido estruturado um acordo financeiro generoso. O pagamento teria sido efetuado com o caixa da própria Uefa, desviando a finalidade dos recursos que deveriam ser aplicados no desenvolvimento do esporte no continente.
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Defesa e posicionamento oficial
Em resposta às graves acusações, a assessoria jurídica de Gianni Infantino negou veementemente qualquer irregularidade. Em nota, a defesa classifica as denúncias como infundadas e afirma que todos os desligamentos de funcionários realizados durante sua passagem pela Uefa seguiram rigorosamente as leis trabalhistas da Suíça e as normas internas de governança. O dirigente alega estar sendo alvo de uma campanha de difamação orquestrada por opositores políticos que buscam desestabilizar sua gestão à frente da entidade máxima do futebol mundial.
Auditoria e transparência na Uefa
Embora a Uefa não tenha emitido um comunicado oficial detalhando valores específicos, o caso levanta novos questionamentos sobre a transparência no uso de fundos por parte de altos executivos do esporte. Especialistas em compliance apontam que, se comprovado o uso de dinheiro da entidade para fins pessoais ou para ocultar escândalos privados, Infantino pode enfrentar sanções severas, incluindo o banimento de atividades ligadas ao futebol. O comitê de ética da Fifa também está sob pressão para abrir uma investigação independente sobre a conduta do seu mandatário.
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Contexto
Este não é o primeiro embate ético enfrentado pelo dirigente suíço. Desde que assumiu a Fifa em fevereiro de 2016, após o colapso da era Joseph Blatter, Gianni Infantino prometeu uma reforma completa na integridade da instituição. No entanto, sua gestão tem sido marcada por críticas sobre a proximidade com regimes autoritários e suspeitas de interferência em processos judiciais na Suíça. O uso de verbas da Uefa para questões pessoais seria uma violação direta dos estatutos de ambas as organizações esportivas.
O que esperar
O desdobramento do caso depende agora de uma possível abertura de inquérito pelas autoridades suíças, que já monitoram outras movimentações financeiras do dirigente. Caso as provas documentais confirmem o desvio de finalidade, o conselho da Fifa poderá ser convocado para votar um afastamento preventivo. A pressão de patrocinadores globais também deve crescer nas próximas semanas, exigindo esclarecimentos definitivos sobre a origem dos recursos utilizados na indenização da ex-funcionária.
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