Golpe do anúncio falso gera prejuízo de R$ 5,3 mil em João Pinheiro
Vítima em Minas Gerais perde economias ao acreditar que ajudava amigo em loja virtual. Entenda como o golpe do celular clonado funcionou e como se proteger.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 04:013 min de leitura

Ação criminosa utilizou perfil invadido de conhecido da vítima para solicitar transferências via PIX sob pretexto de auxílio em vendas online.
Uma moradora de João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais, foi alvo de um estelionato digital sofisticado na última terça-feira, dia 16 de julho. A vítima, acreditando estar prestando um favor a um amigo próximo, acabou transferindo um total de R$ 5.300,00 para contas controladas por criminosos. O crime ocorreu após o celular deste conhecido ter sido clonado, permitindo que os golpistas se passassem por ele para solicitar movimentações financeiras urgentes.
Como a fraude foi executada
A abordagem começou por meio de um aplicativo de mensagens, onde os criminosos utilizaram a identidade do amigo da vítima para relatar uma suposta dificuldade técnica em uma loja virtual. Segundo o relato registrado pelas autoridades, os estelionatários convenceram a mulher de que ela precisava realizar pagamentos para viabilizar o anúncio de produtos na plataforma. Para dar início à transação, ela chegou a transferir R$ 300,00 da conta de seu marido para sua própria conta pessoal, antes de repassar os valores maiores aos golpistas.
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Na sequência, acreditando na legitimidade do pedido, a vítima efetuou três transferências via PIX em um curto intervalo de tempo. O primeiro repasse foi no valor de R$ 2.300,00, seguido por uma segunda operação de R$ 2.100,00. Não satisfeitos, os criminosos induziram a mulher a realizar um terceiro envio de R$ 900,00, totalizando o prejuízo financeiro. A percepção de que se tratava de um crime só ocorreu horas depois, quando ela conseguiu contato direto com o verdadeiro dono do aparelho.
Investigação e procedimentos legais
De acordo com a Polícia Militar, o caso foi registrado como estelionato e os comprovantes das transações bancárias foram anexados ao boletim de ocorrência. As contas destinatárias dos valores já estão sob análise para identificar os titulares que receberam o montante. Especialistas em segurança digital alertam que este tipo de crime, que utiliza a engenharia social, é comum quando contas de redes sociais ou aplicativos de mensagens são invadidas, explorando a relação de confiança entre amigos e familiares.
A vítima relatou que os criminosos mantiveram uma linguagem persuasiva durante todo o tempo, alegando que o dinheiro seria devolvido assim que as vendas no site fossem processadas. A Polícia Civil de Minas Gerais agora trabalha para rastrear o fluxo financeiro, embora a recuperação de valores via PIX seja considerada complexa após a conclusão da transação. As autoridades reforçam a necessidade de verificação por voz ou vídeo antes de realizar qualquer transferência financeira solicitada por canais digitais.
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Contexto
O estado de Minas Gerais tem registrado um aumento significativo em crimes cibernéticos que utilizam o PIX como ferramenta de escoamento de capital. Somente no primeiro semestre deste ano, o número de ocorrências de estelionato digital no Noroeste mineiro apresentou variações que preocupam os órgãos de segurança pública. O uso de contas de terceiros, conhecidas como contas laranjas, dificulta a interrupção imediata do fluxo do dinheiro roubado.
Além disso, o método de clonagem ou invasão de perfis permite que o criminoso ignore mecanismos de segurança tradicionais, já que a vítima acredita estar conversando com alguém de seu círculo íntimo. Campanhas de conscientização têm sido intensificadas para que usuários ativem a verificação em duas etapas em todos os seus dispositivos e aplicativos, criando uma camada extra de proteção contra acessos não autorizados.
Próximos passos
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O inquérito policial seguirá para a delegacia especializada em crimes cibernéticos, que deverá solicitar a quebra de sigilo bancário das contas envolvidas. A orientação para quem for vítima de situações semelhantes é realizar o bloqueio imediato da conta através do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central e procurar a delegacia mais próxima para formalizar a denúncia.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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