Gripe aviária: SP detecta caso isolado em marreco no Parque Ibirapuera
São Paulo confirma foco de influenza aviária em ave silvestre no Parque Ibirapuera. Caso é isolado e não impacta exportações ou consumo de produtos avícolas.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 16:443 min de leitura

Governo de São Paulo confirma diagnóstico de influenza aviária em ave silvestre e reforça que não há riscos para a produção comercial de aves.
O Governo do Estado de São Paulo confirmou, nesta semana, a identificação de um caso positivo de gripe aviária (H5N1) em um marreco-de-pé-vermelho localizado no Parque Ibirapuera, na capital paulista. O animal foi encontrado debilitado e submetido a testes laboratoriais que ratificaram a presença do vírus. As autoridades sanitárias agiram rapidamente para isolar o local da coleta e monitorar outras aves que transitam pela região central da cidade de São Paulo.
Ação das autoridades sanitárias
Logo após a confirmação do diagnóstico, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento e a Coordenadoria de Defesa Agropecuária iniciaram protocolos de vigilância ativa em um raio de 10 quilômetros ao redor do parque. O objetivo é garantir que não ocorra a dispersão do patógeno para outras áreas ou para criações domésticas. Especialistas ressaltam que a detecção em aves silvestres é um fenômeno monitorado globalmente e que o sistema de vigilância brasileiro está em alerta máximo desde o início do surto mundial da doença.
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Impacto na economia e exportações
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, a notificação de influenza aviária em aves silvestres ou de subsistência não altera o status do Brasil como país livre da doença perante a Organização Mundial de Saúde Animal. Isso significa que as exportações de carne de frango e ovos produzidos em território nacional não devem sofrer restrições ou embargos internacionais. O setor produtivo paulista, um dos maiores do país, mantém as rotinas de biosseguridade rigorosas para evitar o contato de aves de granja com animais de vida livre.
Segurança alimentar e orientações
A Secretaria da Saúde reforça que o consumo de carne de aves e ovos devidamente inspecionados permanece totalmente seguro para a população. A transmissão para humanos é considerada rara e ocorre apenas através do contato direto com aves doentes ou mortas. A orientação oficial para os frequentadores do Parque Ibirapuera e outros espaços públicos é jamais tocar ou recolher aves que pareçam enfermas. Em caso de avistamento de animais com sintomas respiratórios ou coordenação motora afetada, o cidadão deve acionar imediatamente o serviço de vigilância animal pelo sistema e-Sisbravet.
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Contexto
O Brasil registrou o primeiro caso de gripe aviária em seu território em maio de 2023. Desde então, centenas de casos foram mapeados em aves migratórias e silvestres ao longo do litoral e em áreas de preservação, mas nenhum foco atingiu a avicultura industrial. O estado de São Paulo tem intensificado as campanhas de conscientização junto a pequenos produtores e grandes complexos agroindustriais para mitigar qualquer possibilidade de contágio transespécie.
O que esperar
As equipes técnicas continuarão a realizar o monitoramento epidemiológico no Parque Ibirapuera pelas próximas semanas. Não há previsão de fechamento do parque para o público, uma vez que o risco de transmissão em ambientes abertos é baixíssimo, desde que as normas de não manipulação de animais silvestres sejam respeitadas. A expectativa é que o caso seja tratado como um evento isolado no ecossistema urbano da metrópole.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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