Guarda Municipal salva criança engasgada em escola de Artur Nogueira
Agente de segurança agiu rapidamente ao perceber desespero de professores durante o intervalo escolar. Criança de Artur Nogueira passa bem após o susto.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 18:513 min de leitura

Agente de segurança em folga utiliza manobra de salvamento para desobstruir vias aéreas de aluno durante o recreio.
Um incidente que poderia ter terminado em tragédia teve um desfecho heroico na tarde desta semana em Artur Nogueira, no interior de São Paulo. Um integrante da Guarda Civil Municipal (GCM), que estava no local para buscar sua própria filha, salvou a vida de uma criança que se engasgou gravemente durante o intervalo das aulas. O episódio ocorreu no pátio da instituição de ensino, mobilizando funcionários e gerando momentos de extrema tensão entre os presentes.
Ação rápida em momento crítico
O guarda civil estava fora de seu horário de serviço quando notou uma movimentação atípica no interior da unidade escolar. Ao se aproximar, ele identificou um grupo de professores e funcionários em estado de desespero, tentando socorrer um aluno que apresentava sinais claros de asfixia por obstrução de vias aéreas. Sem hesitar, o profissional se identificou e assumiu o controle da situação, aplicando imediatamente os protocolos de primeiros socorros adequados para casos de engasgamento.
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A aplicação da Manobra de Heimlich
De acordo com o relato do agente, a criança já apresentava dificuldades severas de respiração e coloração facial alterada. O guarda executou a Manobra de Heimlich, uma técnica de compressão abdominal utilizada mundialmente para expelir objetos ou alimentos que bloqueiam a traqueia. Após algumas repetições do movimento, o objeto causador do incidente foi expelido, permitindo que o estudante voltasse a respirar normalmente sob os olhares de alívio da comunidade escolar.
Estado de saúde da criança
Após o procedimento de emergência, o aluno recebeu os cuidados básicos e foi monitorado para garantir que não houvesse sequelas imediatas. A direção da escola e os familiares foram comunicados sobre a prontidão do guarda, que foi fundamental para evitar um quadro de parada respiratória. Segundo informações da Guarda Municipal, a criança passa bem e não precisou de hospitalização prolongada, sendo liberada para o convívio familiar após o susto em Artur Nogueira.
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Contexto
O treinamento de forças de segurança no Brasil inclui, obrigatoriamente, módulos de atendimento pré-hospitalar e suporte básico de vida. Casos de engasgamento em ambiente escolar são recorrentes e reforçam a necessidade da Lei Lucas, que exige que escolas públicas e privadas capacitem seus professores e funcionários em cursos de primeiros socorros. A presença do agente no local, mesmo em seu momento de descanso, demonstra a importância da prontidão técnica para salvar vidas em situações cotidianas.
Próximos passos
A administração municipal e a secretaria de educação devem utilizar o caso como exemplo para reforçar a importância de treinamentos periódicos de segurança nas unidades de ensino. Espera-se que o Guarda Civil Municipal receba uma moção de reconhecimento pelo ato de bravura que garantiu a integridade física do menor. As atividades na escola seguiram o cronograma normal após o ocorrido, com foco na conscientização sobre segurança alimentar e vigilância durante o período de recreio.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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