Hacker é condenado nos EUA por invadir 500 contas e roubar fotos íntimas
Criminoso utilizava táticas de phishing para acessar perfis no Snapchat e comercializar imagens privadas de centenas de mulheres em fóruns clandestinos.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 08:383 min de leitura

Esquema criminoso envolvia o envio de mensagens falsas de suporte técnico para enganar vítimas e obter acesso a conteúdos confidenciais.
Um homem foi condenado pela Justiça dos Estados Unidos após ser identificado como o responsável pela invasão de mais de 500 contas da rede social Snapchat. O criminoso, que operava um esquema sofisticado de roubo de dados, utilizava técnicas de engenharia social para obter imagens íntimas de centenas de mulheres. A sentença foi proferida após uma investigação detalhada que revelou a magnitude da rede de exploração digital mantida pelo réu ao longo dos últimos meses.
Como o crime era executado
O condenado utilizava um método conhecido como phishing, enviando comunicações eletrônicas que simulavam ser alertas oficiais da equipe de segurança do Snapchat. Ao clicar nos links maliciosos, as vítimas eram direcionadas para páginas falsas onde inseriam suas credenciais de acesso. De posse das senhas, o invasor assumia o controle total dos perfis, realizando o download imediato de fotos e vídeos privados que haviam sido armazenados pelas usuárias na plataforma.
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Segundo informações das autoridades federais, o material capturado não era apenas guardado para consumo próprio. O criminoso mantinha uma estrutura de armazenamento organizada em seu computador pessoal e utilizava fóruns na deep web para vender ou trocar as imagens com outros usuários. O volume de dados confiscados impressionou os peritos, que identificaram pastas separadas por nomes e localizações das centenas de vítimas afetadas pelo golpe.
O impacto nas vítimas e a investigação
O caso começou a ganhar corpo quando diversas usuárias relataram a perda de acesso às suas contas e a subsequente chantagem ou vazamento de seus arquivos. A Polícia Federal Americana (FBI) rastreou os endereços de IP utilizados para os disparos das mensagens falsas, chegando ao paradeiro do suspeito. Durante a operação de busca e apreensão, foram encontrados dispositivos contendo milhares de arquivos de mídia pertencentes a mulheres de diversas partes do mundo, consolidando a prova material necessária para a condenação.
Durante o julgamento, a acusação destacou o dano psicológico severo causado às vítimas, muitas das quais tiveram sua privacidade violada de forma irreversível. A sentença imposta reflete a gravidade dos crimes de invasão de dispositivo informático e tráfico de material íntimo, servindo como uma resposta rigorosa do sistema judiciário contra crimes cibernéticos que visam a exploração sexual e financeira através da internet.
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Contexto
O aumento deste tipo de crime tem colocado plataformas como o Snapchat e o Instagram em estado de alerta. Especialistas em segurança digital afirmam que ataques de phishing cresceram 40% no último ano, impulsionados pela facilidade de mimetizar interfaces oficiais de suporte. Casos semelhantes têm ocorrido globalmente, levando governos a endurecerem as leis contra a violência digital e o compartilhamento não autorizado de conteúdo íntimo.
A recomendação das autoridades de segurança é que os usuários ativem a autenticação de dois fatores em todas as redes sociais. Essa camada extra de proteção impede que o criminoso acesse a conta mesmo possuindo a senha, uma vez que um código enviado via SMS ou aplicativo de autenticação é exigido para validar o login. Além disso, órgãos de proteção alertam que plataformas oficiais nunca solicitam senhas por e-mail ou mensagens diretas.
Próximos passos
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Com a condenação estabelecida, o réu deverá cumprir pena em regime fechado, enquanto a justiça continua a monitorar fóruns onde o material possa ter sido replicado. As autoridades agora trabalham para identificar os compradores das imagens, que também podem responder criminalmente por receptação de conteúdo ilícito. A cooperação internacional entre polícias cibernéticas deve ser intensificada para derrubar os servidores que ainda hospedam parte do acervo roubado pelo hacker.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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