Homem é condenado a 21 anos de prisão por assassinar cunhado em Rondônia

Justiça de Rondônia condena agressor que matou o irmão da ex-companheira para vingar o fim do relacionamento. Crime ocorreu após descumprimento de medida protetiva.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 13:243 min de leitura

Homem é condenado a 21 anos de prisão por assassinar cunhado em Rondônia
Resumo em 10 segundos

Ataque motivado por vingança após término de relacionamento resulta em pena máxima para agressor em tribunal do júri.

O Tribunal do Júri de Rondônia condenou, nesta semana, um homem a 21 anos de reclusão pelo assassinato brutal do irmão de sua ex-companheira. O crime, ocorrido em solo rondoniense, foi classificado como um ato de vingança direta contra a família da ex-mulher, que já possuía medidas protetivas de urgência contra o agressor no momento da execução do homicídio.

Detalhes da execução do crime

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o condenado não aceitava o encerramento do vínculo afetivo e passou a monitorar os passos da família da ex-parceira. No dia do crime, o agressor ignorou as ordens judiciais de distanciamento e invadiu o perímetro de segurança para desferir diversos golpes de faca contra a vítima. O irmão da mulher foi pego de surpresa e não teve chances de defesa, vindo a óbito ainda no local antes da chegada do socorro médico.

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Durante o processo, os promotores destacaram que a motivação foi fútil e o meio utilizado dificultou qualquer reação da vítima. O réu agiu com o intuito de causar sofrimento psicológico extremo à ex-companheira, atingindo um ente querido como forma de puni-la pelo término. A Polícia Civil coletou evidências que comprovaram a premeditação do ato, incluindo ameaças prévias que já haviam sido registradas em boletins de ocorrência anteriores.

Ameaças de dentro do presídio

Mesmo após ser detido e encaminhado ao sistema prisional, o comportamento do criminoso permaneceu agressivo. Investigações apontaram que ele utilizou meios ilícitos para enviar ameças a testemunhas e familiares da vítima de dentro da cadeia. O objetivo era coagir aqueles que poderiam depor contra ele durante o julgamento, tentando obstruir o trabalho da Justiça Estadual e garantir sua impunidade.

Essa conduta agravou a situação jurídica do réu, demonstrando periculosidade e total desrespeito às instituições. O conselho de sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que impediu a defesa da vítima, além do agravante pelo descumprimento das medidas protetivas que deveriam garantir a integridade da família atacada.

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Contexto da violência doméstica

O caso reflete um cenário alarmante de violência no estado de Rondônia, onde o descumprimento de ordens judiciais tem gerado desfechos fatais. Dados da Segurança Pública indicam que a transição da violência psicológica para agressões físicas contra terceiros é uma estratégia comum de abusadores para manter o controle sobre suas ex-parceiras. O uso de armas brancas em crimes passionais continua sendo uma das principais causas de homicídios violentos na região norte do país.

Especialistas em segurança afirmam que a proteção de vítimas de violência doméstica precisa ser estendida aos familiares próximos, que muitas vezes tornam-se alvos secundários em ciclos de vingança. A sentença de 21 anos de prisão em regime fechado é vista por autoridades jurídicas como uma resposta necessária para coibir a reincidência e oferecer uma sensação de justiça à sociedade rondoniense.

Próximos passos

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O condenado iniciará imediatamente o cumprimento da pena em regime fechado, sem o direito de recorrer em liberdade devido ao histórico de ameaças e à gravidade do crime. A Justiça de Rondônia manterá o monitoramento das testemunhas que foram alvo de intimidação, enquanto a família da vítima deve receber acompanhamento psicossocial para lidar com os traumas decorrentes do episódio.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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