Homem é preso em Boa Vista por estuprar criança de seis anos
Polícia Civil de Roraima detém suspeito de abusar da filha de uma amiga. Homem alegou falta de vigilância da mãe da vítima ao ser confrontado pelas autoridades.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 20:363 min de leitura

Suspeito aproveitou proximidade com a família para cometer o crime e tentou culpar a genitora pela falta de supervisão da menor.
A Polícia Civil de Roraima efetuou a prisão em flagrante de um homem, cuja identidade é mantida sob sigilo para preservar a vítima, acusado de estuprar uma menina de apenas 6 anos de idade. O crime ocorreu em Boa Vista, capital do estado, e a detenção foi realizada após a própria criança relatar os abusos sofridos dentro do ambiente doméstico, onde o agressor circulava livremente por ser considerado um amigo próximo da família.
Detalhes da investigação e prisão
De acordo com os agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o caso veio à tona no início desta semana, quando a vítima apresentou mudanças bruscas de comportamento e decidiu contar o que estava acontecendo. Ao ser confrontado pelos policiais e pelos familiares da criança, o homem não negou o ato, mas apresentou uma justificativa que causou indignação aos investigadores. Em seu depoimento preliminar, ele afirmou que "não sabia o que estava fazendo" no momento da violência sexual.
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O comportamento do agressor foi marcado por uma tentativa de transferência de responsabilidade. O detento chegou a declarar que a mãe da menina deveria ter tido mais atenção e que caberia a ela "vigiar" a filha com maior rigor. Para a Polícia Civil, essa argumentação demonstra uma tentativa fútil de minimizar a gravidade do crime hediondo, utilizando-se da confiança depositada pela família para garantir o acesso facilitado à residência e à vulnerável.
Procedimentos legais e assistência
O suspeito foi encaminhado para o sistema prisional de Roraima, onde aguardará a audiência de custódia. Ele poderá responder pelo crime de estupro de vulnerável, conforme previsto no Artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, que estabelece penas severas de reclusão. A criança foi submetida a exames periciais no Instituto de Medicina Legal (IML) e está recebendo acompanhamento psicológico especializado para lidar com o trauma decorrente da agressão.
As autoridades reforçam que a proximidade do agressor com o núcleo familiar é um padrão comum em casos de exploração e abuso infantil. A Polícia Civil orienta que pais e responsáveis fiquem atentos a sinais como retração, medo excessivo de pessoas específicas ou dores físicas relatadas pelos menores. Denúncias podem ser feitas de forma anônima através do Disque 100 ou diretamente nas delegacias especializadas do estado.
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Contexto
O estado de Roraima tem registrado índices preocupantes de violência contra menores nos últimos anos. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que a maioria esmagadora dos casos de abuso infantil ocorre dentro de casa e é praticada por pessoas que gozam da confiança dos genitores, como vizinhos, parentes e amigos da família. O combate a esse tipo de crime exige não apenas a punição rigorosa, mas também políticas públicas de conscientização sobre a proteção da infância.
Em Boa Vista, a rede de proteção tem buscado agilizar o atendimento de perícia e acolhimento para evitar a revitimização das crianças durante o processo de depoimento. A integração entre o Conselho Tutelar e as forças de segurança é considerada fundamental para que casos como este não fiquem impunes e recebam a devida celeridade no Poder Judiciário.
Próximos passos
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O inquérito policial deverá ser relatado ao Ministério Público nos próximos dias, com a inclusão dos laudos médicos e depoimentos de testemunhas. Se condenado, o homem pode enfrentar uma sentença que varia de 8 a 15 anos de prisão. A defesa do acusado ainda não se manifestou publicamente sobre a estratégia que será adotada durante o processo judicial.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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