Homem é preso em Tarumã por aliciamento e armazenamento de pornografia infantil
Ação da Polícia Civil em Tarumã resultou na prisão de um homem suspeito de aliciar criança pela internet e manter arquivos de exploração sexual no celular.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 19:403 min de leitura

Investigação foi deflagrada após denúncia de familiar que encontrou mensagens suspeitas no celular da vítima e acionou as autoridades locais.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo efetuou a prisão em flagrante de um homem em Tarumã, no interior paulista, sob a acusação de aliciamento de menores e armazenamento de material de exploração sexual infantil. A operação ocorreu nesta semana após um trabalho de monitoramento e coleta de provas digitais que confirmaram a interação criminosa entre o suspeito e uma criança da região. O indivíduo foi conduzido à unidade prisional, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
Como o caso aconteceu
A investigação teve início imediato após a mãe da vítima comparecer à delegacia para registrar a ocorrência. Segundo o relato oficial, ela teria manuseado o aparelho celular do filho e encontrado conteúdo impróprio e conversas de teor sexual. Ao analisar as mensagens, a genitora percebeu que o suspeito mantinha contato frequente com o menor, realizando o envio e solicitando o recebimento de imagens íntimas, o que caracteriza o crime de aliciamento digital.
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Com base nas informações fornecidas pela família, os agentes da Polícia Civil iniciaram diligências para identificar o paradeiro do autor. Durante a abordagem, os policiais apreenderam o dispositivo eletrônico do homem, onde foram localizados arquivos que comprovam o armazenamento de pornografia infantil. A perícia técnica foi acionada para extrair todos os dados do aparelho, visando identificar se há outras vítimas envolvidas no esquema criminoso ou se o material era compartilhado em redes maiores.
O que dizem as autoridades
De acordo com a Delegacia de Polícia de Tarumã, o homem responderá por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), cujas penas somadas podem ultrapassar 10 anos de reclusão. A autoridade policial destacou a importância da vigilância parental no ambiente digital, ressaltando que a atitude rápida da mãe em denunciar o caso foi fundamental para interromper o ciclo de abusos e garantir a segurança do menor.
Os investigadores agora trabalham para verificar se o suspeito possui antecedentes criminais semelhantes em outras cidades do interior ou se utilizava perfis falsos em redes sociais para atrair novos alvos. O material apreendido passará por uma análise minuciosa do Instituto de Criminalística, que deve emitir um laudo detalhado sobre o volume de arquivos ilícitos encontrados no computador e nos celulares confiscados durante a ação policial.
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Contexto
Casos de crimes cibernéticos contra vulneráveis têm apresentado crescimento nas estatísticas de segurança pública em São Paulo. O uso de aplicativos de mensagens e redes sociais sem a devida supervisão facilita a aproximação de criminosos, que utilizam técnicas de manipulação emocional e psicológica, conhecidas como grooming, para conquistar a confiança de crianças e adolescentes antes de solicitar imagens ou encontros presenciais.
Em 2023, o governo federal e as forças de segurança estaduais intensificaram operações integradas para combater a rede de exploração sexual na internet. A legislação brasileira tornou-se mais rigorosa, tipificando não apenas a produção e distribuição, mas também a simples posse de material pornográfico infantil como crime grave, inafiançável em determinadas circunstâncias, visando proteger a integridade física e mental dos jovens brasileiros.
Próximos passos
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O suspeito passará por uma audiência de custódia, onde a Justiça decidirá se ele responderá ao processo em liberdade ou se a prisão será convertida em preventiva. A defesa do acusado ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. Enquanto isso, a criança e sua família serão encaminhadas para acompanhamento psicológico especializado via Conselho Tutelar, garantindo o suporte necessário após o trauma da exposição ao crime.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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