Polícia

Homem é sequestrado por falsos policiais e corpo é achado em Alagoas

Criminosos armados e fardados levaram Rogério Carício em Coruripe. Polícia Civil investiga se cadáver encontrado em canavial pertence à vítima desaparecida.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 09:133 min de leitura

Homem é sequestrado por falsos policiais e corpo é achado em Alagoas
Resumo em 10 segundos

Ação criminosa em Coruripe mobiliza forças de segurança após sequestro mediante disfarce policial e localização de cadáver em zona rural.

Uma investigação complexa foi iniciada pela Polícia Civil de Alagoas após o sequestro de Rogério Homem Andrade Barros Carício, de 43 anos, em uma ação violenta executada por homens que utilizavam fardas falsas. O crime ocorreu no município de Coruripe, no litoral sul do estado, e ganhou novos contornos trágicos com a descoberta de um corpo em um canavial nas proximidades do Distrito Pindorama. As autoridades agora trabalham para confirmar se os restos mortais pertencem ao homem levado pelos criminosos.

Dinâmica do sequestro e abordagem

De acordo com as informações preliminares colhidas pelas equipes de investigação, o grupo criminoso agiu de forma coordenada para simular uma operação oficial. Vestidos com trajes que remetiam ao uniforme da Polícia Civil, os suspeitos abordaram a vítima e efetuaram a captura sob o pretexto de um cumprimento de mandado. Testemunhas relataram que a agressividade da abordagem e o uso de armamento pesado foram determinantes para que não houvesse reação imediata no local da ocorrência.

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Após a captura de Rogério Carício, os sequestradores fugiram em direção ignorada, dando início a uma busca intensa por parte da Polícia Militar e da divisão de inteligência. A utilização de disfarces institucionais é um ponto que preocupa a cúpula da Segurança Pública de Alagoas, indicando um nível de planejamento que visa confundir tanto a população quanto as guarnições que realizam o patrulhamento ostensivo na região de Coruripe.

Localização do cadáver e perícia

Horas após o desaparecimento, trabalhadores rurais localizaram um cadáver em uma área de difícil acesso dentro de um canavial no Distrito Pindorama. A cena do crime foi isolada imediatamente para o trabalho da Polícia Científica, que realizou a coleta de evidências biológicas e materiais. Embora as características físicas e as vestimentas apresentem semelhanças com as de Rogério Carício, a confirmação oficial depende de exames de DNA ou da análise da arcada dentária pelo Instituto Médico Legal (IML) de Maceió.

Os investigadores da delegacia local, sob coordenação da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), buscam agora imagens de câmeras de monitoramento e depoimentos que possam identificar o trajeto dos veículos utilizados no crime. A motivação do sequestro ainda é tratada sob sigilo, mas a linha de investigação principal não descarta o envolvimento de grupos especializados em execuções e crimes de mando que atuam no interior de Alagoas.

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Contexto

A região sul de Alagoas, especialmente as áreas de plantio de cana-de-açúcar, historicamente enfrenta desafios de segurança devido à vasta extensão territorial e às rotas de fuga facilitadas por estradas vicinais. O uso de fardas policiais por criminosos é uma modalidade que ressurgiu no estado nos últimos 12 meses, gerando um alerta entre as autoridades para a fiscalização rigorosa da venda de uniformes e acessórios das forças de segurança.

Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL) indicam que o combate aos crimes contra a vida em cidades como Coruripe e Penedo tem sido intensificado, mas a ousadia das quadrilhas em mimetizar agentes do estado impõe uma nova camada de dificuldade para o policiamento comunitário. O caso de Rogério Carício é visto como emblemático pela brutalidade e pelo impacto psicológico causado na comunidade local.

Próximos passos

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Aguardam-se para os próximos dias os laudos detalhados do IML que determinarão a causa da morte e a identidade definitiva do corpo encontrado no Distrito Pindorama. Caso a identidade seja confirmada, o inquérito passará a ser tratado como homicídio qualificado, e a Polícia Civil deve solicitar a quebra de sigilo telefônico de números suspeitos identificados durante a varredura inicial do caso.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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