Homem se entrega à polícia e confessa ter matado o pai a marretadas em Unaí

Crime ocorreu após briga familiar no Noroeste de Minas; suspeito procurou as autoridades alegando legítima defesa após ameaças de morte feitas pelo idoso.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 18:433 min de leitura

Homem se entrega à polícia e confessa ter matado o pai a marretadas em Unaí
Resumo em 10 segundos

Suspeito procurou o quartel da Polícia Militar para relatar o crime ocorrido após uma discussão violenta dentro da residência da família.

Um crime brutal chocou a cidade de Unaí, no Noroeste de Minas Gerais, quando um homem de idade não revelada compareceu voluntariamente à sede da Polícia Militar para confessar o assassinato do próprio pai. O episódio de violência doméstica ocorreu na última quarta-feira, culminando na morte de um idoso após um golpe fatal de marreta na região da cabeça, desferido pelo próprio filho durante um desentendimento.

Dinâmica do crime e motivação

De acordo com o depoimento prestado aos agentes de segurança, o autor relatou que o clima de tensão entre ele e o pai escalou rapidamente durante uma discussão acalorada. O suspeito afirmou à Polícia Militar que o pai teria proferido ameaças de morte contra ele, afirmando categoricamente que iria assassiná-lo. Diante do temor pela própria vida, o homem relatou ter agido por impulso, utilizando uma marreta que estava ao alcance para golpear a vítima.

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O impacto da ferramenta causou ferimentos graves e imediatos. Após perceber a gravidade da situação e a ausência de sinais vitais no genitor, o indivíduo decidiu não fugir e buscou o quartel da PM para se entregar. Os policiais se deslocaram até o endereço indicado pelo agressor, onde confirmaram a presença do corpo do idoso caído no interior do imóvel, isolando a área para os trabalhos periciais da Polícia Civil.

Atuação das autoridades e perícia

A equipe de perícia técnica esteve no local para coletar evidências e analisar a trajetória do golpe, visando confrontar as provas físicas com o depoimento do autor. A marreta, utilizada como arma do crime, foi apreendida e passará por análise laboratorial. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da região para a realização da necropsia, procedimento padrão que determinará oficialmente a causa do óbito e a extensão dos danos cranianos.

O homem foi preso em flagrante e levado para a Delegacia de Plantão de Unaí, onde prestou depoimento formal ao delegado de polícia. Embora tenha alegado legítima defesa, o caso foi registrado inicialmente como homicídio, e a justiça deve avaliar se a reação foi proporcional à suposta ameaça sofrida. Testemunhas e vizinhos devem ser ouvidos nos próximos dias para traçar um perfil da convivência entre pai e filho.

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Contexto

O município de Unaí tem registrado casos isolados de violência doméstica que terminam em tragédia, muitas vezes motivados por conflitos familiares de longa data ou questões psicológicas. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que discussões familiares são um dos gatilhos mais comuns para crimes violentos no interior de Minas Gerais, exigindo atenção redobrada das políticas de assistência social e segurança.

A prática do parricídio — o ato de matar o próprio pai — é considerada um dos crimes mais graves dentro do ordenamento jurídico brasileiro, com agravantes previstos no Código Penal. A investigação agora busca entender se houve planejamento prévio ou se o ato foi de fato uma reação intempestiva em um momento de descontrole emocional durante a briga relatada pelo acusado.

Próximos passos

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O suspeito permanecerá à disposição do Poder Judiciário enquanto aguarda a audiência de custódia, que decidirá se ele responderá ao processo em liberdade ou se a prisão será convertida em preventiva. O inquérito policial deve ser concluído em até 30 dias, consolidando todas as provas periciais e testemunhais sobre o trágico evento que abalou a comunidade local.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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