Homem sofre ferimentos graves no rosto após ataque de cão em Mato Grosso do Sul
Vítima foi surpreendida pelo animal da família durante a madrugada em Três Lagoas; ferimentos dilaceraram parte da face e exigiram socorro imediato.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 16:133 min de leitura

Ataque inesperado de animal doméstico durante a madrugada resulta em lesões severas e mobiliza equipes de resgate no interior do estado.
Um morador de Três Lagoas, no leste de Mato Grosso do Sul, viveu momentos de terror na madrugada desta segunda-feira ao ser violentamente atacado pelo próprio cachorro de estimação. O incidente ocorreu por volta de 1h, quando a vítima, um homem cuja identidade foi preservada, levantou-se para verificar o motivo de latidos incessantes no quintal de sua residência. Ao abrir a porta, ele foi prontamente investido pelo animal, sofrendo cortes profundos e lacerações na região da face.
Detalhes da ocorrência
De acordo com informações colhidas junto às autoridades locais, o homem estava dormindo quando foi despertado pelo barulho vindo da área externa. Ao sair para averiguar uma possível invasão ou irregularidade, o cão, que pertence à própria família há algum tempo, avançou diretamente contra o rosto do tutor. O ataque foi tão súbito que a vítima não teve tempo de esboçar qualquer reação defensiva, resultando em ferimentos graves que atingiram bochechas, nariz e a região dos olhos.
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Familiares que estavam no imóvel foram acordados pelos gritos de socorro e conseguiram conter o animal, que apresentava um comportamento atipicamente agressivo. Imediatamente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado para prestar os primeiros auxílios. Os paramédicos relataram que o quadro clínico era estável, porém delicado devido à extensão dos danos estéticos e funcionais causados pelas mordidas, que chegaram a dilacerar tecidos moles do rosto.
Procedimentos médicos e segurança
Após o atendimento inicial no local do incidente, o homem foi transportado para o Hospital Auxiliadora, onde passou por procedimentos de limpeza cirúrgica e suturas complexas. Segundo o protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, em casos de ataques de cães domésticos com lesões graves, é necessário monitorar o animal para descartar doenças como a raiva, embora o histórico de vacinação do pet ainda esteja sendo levantado pelos órgãos competentes.
Especialistas em comportamento animal alertam que ataques desse tipo podem ser desencadeados por fatores diversos, como estresse agudo, dores crônicas no animal ou até mesmo um susto provocado pela escuridão. Em Mato Grosso do Sul, casos de ataques de cães dentro do ambiente familiar têm gerado debates sobre a posse responsável e a necessidade de observar mudanças repentinas no temperamento de raças consideradas de médio e grande porte.
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Contexto
Incidentes envolvendo animais domésticos contra seus próprios tutores não são raros em áreas urbanas de Mato Grosso do Sul. Dados de centros de zoonoses indicam que a maioria das mordidas graves ocorre dentro de casa, muitas vezes envolvendo animais que nunca haviam demonstrado agressividade prévia. O município de Três Lagoas tem registrado um aumento na demanda de atendimentos de emergência por traumas causados por animais, o que reforça a importância de manter treinamentos e avaliações veterinárias periódicas.
A legislação brasileira prevê que o tutor é o responsável legal por quaisquer danos causados pelo animal, mas, neste caso específico, o foco das autoridades está na recuperação da saúde da vítima e na análise das condições de bem-estar do cão. O Corpo de Bombeiros recomenda que, ao notar comportamentos estranhos durante a noite, o proprietário evite aproximações bruscas sem antes sinalizar sua presença de forma clara.
O que esperar
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A vítima permanece sob observação médica e deverá passar por avaliações com especialistas em cirurgia plástica reparadora nos próximos dias para minimizar as cicatrizes. O animal deverá ser mantido em isolamento domiciliar por um período de 10 dias para observação clínica obrigatória, enquanto a família decide sobre a permanência do pet no convívio diário após o trauma sofrido.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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