Hospital Samuel Libânio afasta funcionário após agressão contra acompanhante
Incidente em Pouso Alegre envolveu arremesso de rádio comunicador contra mulher de 48 anos. Polícia Militar e direção do hospital investigam o caso de violência.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 15:093 min de leitura

Instituição de saúde em Minas Gerais abre sindicância interna para apurar conduta de colaborador que teria ferido esposa de paciente com objeto.
Uma ocorrência de lesão corporal mobilizou a Polícia Militar no interior do Hospital Samuel Libânio, localizado em Pouso Alegre, no Sul de Minas. Uma mulher de 48 anos, que acompanhava o marido internado na unidade, denunciou ter sido agredida por um funcionário do setor administrativo. O caso, registrado nesta semana, gerou indignação entre usuários do sistema de saúde local e acionou os protocolos de segurança da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (FUVS), mantenedora do hospital.
Dinâmica do incidente
De acordo com o relato oficial registrado pela Polícia Militar, a confusão teria começado após um desentendimento verbal entre a acompanhante e o servidor da unidade. No auge da discussão, o funcionário teria arremessado um rádio comunicador em direção à vítima. O objeto atingiu a mulher, causando ferimentos que precisaram de atendimento imediato dentro da própria estrutura hospitalar. Testemunhas que estavam no corredor no momento do impacto confirmaram a agressividade da ação aos policiais que atenderam o chamado no bairro Centro.
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Posicionamento da unidade de saúde
A direção do Hospital Samuel Libânio informou, por meio de nota oficial, que já identificou o colaborador envolvido e iniciou um processo administrativo rigoroso para apurar as circunstâncias do fato. A Fundação mantenedora reiterou que repudia veementemente qualquer forma de violência, seja ela física ou verbal, praticada em suas dependências. A instituição garantiu que medidas disciplinares cabíveis serão tomadas assim que a auditoria interna for concluída, reforçando o compromisso com o acolhimento humanizado aos familiares dos pacientes.
Investigação policial e procedimentos
O boletim de ocorrência foi encaminhado para a Polícia Civil de Minas Gerais, que deve instaurar um inquérito para apurar o crime de lesão corporal. A vítima passou por exames de corpo de delito para documentar a gravidade da agressão sofrida. Agentes de segurança do hospital também foram ouvidos para esclarecer se houve falha nos protocolos de contenção de conflitos. A identidade do funcionário não foi revelada pelas autoridades, mas ele poderá responder criminalmente caso a denúncia seja ratificada pelo Ministério Público.
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Contexto
O Hospital Samuel Libânio é uma das maiores referências em saúde da região, atendendo mais de 150 municípios do Sul de Minas. Casos de conflitos entre profissionais e acompanhantes têm sido monitorados com preocupação por órgãos de classe, que apontam o estresse ocupacional e a alta demanda como fatores de risco. No entanto, o uso de equipamentos de trabalho como armas contra civis é considerado uma falta grave gravíssima pelo Código de Ética das instituições hospitalares.
Próximos passos
A expectativa é que as imagens das câmeras de monitoramento interno do hospital sejam entregues à Delegacia de Pouso Alegre nos próximos dias. A família da vítima estuda ingressar com uma ação de reparação por danos morais contra o Estado ou a fundação responsável. Enquanto isso, o funcionário permanece afastado de suas funções operacionais até que o veredito da sindicância seja publicado oficialmente pela direção administrativa.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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