Ibaneis Rocha e Celina Leão acumulam entregas sociais e gargalos na saúde
Balanço de gestão no Distrito Federal revela avanços em restaurantes comunitários e escolas cívico-militares, mas aponta atrasos críticos na rede pública de saúde.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 10:073 min de leitura

Governo do Distrito Federal cumpre metas de assistência alimentar e educação militarizada, enquanto expansão hospitalar permanece estagnada no terceiro ano de mandato.
O governador Ibaneis Rocha e sua vice, Celina Leão, alcançaram marcos importantes em áreas sociais e educacionais ao longo de três anos e meio de gestão no Distrito Federal. Entre as principais entregas consolidadas, destacam-se a ampliação da rede de restaurantes comunitários e a consolidação do modelo de escolas cívico-militares. No entanto, o balanço de promessas de campanha revela um cenário de dificuldades na Saúde Pública, onde metas estruturais de expansão de leitos e unidades de atendimento ainda não saíram do papel.
Avanços na segurança alimentar e educação
No setor de assistência social, o Executivo local priorizou a segurança alimentar da população de baixa renda. A gestão de Ibaneis Rocha conseguiu inaugurar novas unidades de restaurantes comunitários em regiões administrativas estratégicas, garantindo refeições a preços populares. Além da expansão física, o governo implementou o fornecimento de café da manhã e jantar em diversas unidades, atendendo a uma demanda histórica de moradores de cidades como Solnascente/Pôr do Sol e Recanto das Emas.
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Na educação, o fortalecimento das escolas cívico-militares tornou-se uma vitrine política para a atual administração. O modelo, que utiliza a gestão compartilhada entre a Secretaria de Educação e a Polícia Militar, foi expandido conforme o cronograma estabelecido no plano de governo de 2022. Segundo dados oficiais da pasta, a medida visa reduzir os índices de violência escolar e melhorar o desempenho acadêmico em áreas de vulnerabilidade social no DF.
O desafio persistente da saúde pública
Em contrapartida aos avanços sociais, a área da Saúde apresenta os maiores índices de promessas não cumpridas. O compromisso de expandir a rede hospitalar e reduzir as filas de espera para cirurgias eletivas enfrenta barreiras burocráticas e orçamentárias. Projetos de construção de novos hospitais em regiões como Guará e São Sebastião ainda não foram finalizados, mantendo a pressão sobre o Hospital de Base e outras unidades de alta complexidade.
De acordo com a Secretaria de Saúde, embora tenham ocorrido contratações de novos profissionais e reformas pontuais em Unidades Básicas de Saúde (UBS), a infraestrutura hospitalar de grande porte não acompanhou o crescimento populacional da capital federal. A falta de insumos e a superlotação continuam sendo os principais entraves relatados por pacientes e órgãos de fiscalização do Distrito Federal.
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Contexto
O atual mandato de Ibaneis Rocha é marcado pela continuidade de projetos iniciados em sua primeira gestão, iniciada em 2019. A aliança com Celina Leão foi fundamental para a reeleição em primeiro turno, baseada em um discurso de eficiência em obras de infraestrutura e viadutos. Contudo, o cenário pós-pandemia exigiu um redirecionamento de recursos para a área social, o que explica o foco nos restaurantes populares em detrimento de outros investimentos de longo prazo.
Historicamente, o Distrito Federal possui um dos maiores orçamentos per capita do país, impulsionado pelo Fundo Constitucional. No entanto, a gestão desses recursos tem sido alvo de debates intensos na Câmara Legislativa, especialmente no que tange à aplicação de verbas em áreas finalísticas como a saúde e segurança, que consomem a maior fatia da arrecadação anual.
O que esperar
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Para o restante do mandato, a expectativa é que o governo intensifique a entrega de obras de mobilidade urbana para tentar reverter o desgaste na área da saúde. A equipe econômica do Palácio do Buriti projeta um novo ciclo de investimentos para destravar as licitações de hospitais pendentes antes do encerramento do ciclo em 2026. A pressão política de parlamentares da oposição deve se concentrar na cobrança por melhorias imediatas no atendimento primário e na redução das filas de exames.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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