Identificação de colombianas mortas em queda de helicóptero segue pendente
Autoridades trabalham na perícia dos corpos de duas mulheres colombianas após acidente aéreo. Apenas o piloto Alessandro Rocha foi oficialmente identificado.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 10 de agosto de 2026 às 06:523 min de leitura
Trabalho pericial busca confirmar identidade de estrangeiras vítimas de acidente aéreo enquanto aguarda documentação internacional.
As autoridades de segurança e perícia técnica intensificaram, nesta semana, os esforços para identificar formalmente os corpos de duas mulheres colombianas que faleceram em uma queda de helicóptero. Até o momento, a única vítima com identidade confirmada oficialmente pelos órgãos competentes é o piloto da aeronave, Alessandro Rocha, cujo reconhecimento permitiu o início dos trâmites fúnebres por parte de seus familiares.
O andamento das investigações
O processo de identificação das passageiras estrangeiras enfrenta desafios burocráticos e técnicos. De acordo com a Polícia Civil, a confirmação depende do cruzamento de dados de impressões digitais ou, em último caso, de exames de DNA. A ausência de registros civis das vítimas no Brasil obriga as autoridades locais a solicitarem cooperação internacional junto ao governo da Colômbia para a obtenção de prontuários odontológicos ou fichas datiloscópicas.
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Os peritos do Instituto Médico Legal (IML) trabalham na preservação dos tecidos para garantir que a análise genética seja precisa. O acidente, que ocorreu em uma área de difícil acesso, resultou em danos severos aos corpos, o que impede o reconhecimento visual direto. A equipe de investigação aguarda que familiares das vítimas façam contato com o consulado para acelerar o envio de material biológico comparativo, essencial para a liberação dos restos mortais.
Fatores que dificultam o processo
Segundo especialistas em medicina legal, a identificação de estrangeiros em solo nacional segue protocolos rígidos para evitar erros judiciários. O Itamaraty já foi notificado sobre a ocorrência para auxiliar na ponte diplomática entre os dois países. Enquanto a documentação oficial não chega ao Brasil, os corpos permanecem sob custódia do Estado, sem previsão exata para o translado internacional.
Aeronaves de pequeno porte, como a envolvida no sinistro, muitas vezes não possuem listas de passageiros tão detalhadas quanto a aviação comercial, o que inicialmente gerou incerteza sobre quem estaria a bordo. Contudo, as autoridades já possuem nomes preliminares, que só serão divulgados após a conclusão dos laudos periciais e a notificação formal de todos os parentes próximos na América do Sul.
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Contexto
Acidentes aéreos envolvendo cidadãos estrangeiros ativam protocolos de assistência consular previstos em tratados internacionais. Nos últimos cinco anos, o setor de aviação civil registrou um aumento no fluxo de voos privados entre países vizinhos, o que tem demandado maior agilidade dos órgãos de Segurança Pública na resolução de casos de fatalidades. A queda da aeronave pilotada por Alessandro Rocha reacende o debate sobre a fiscalização de planos de voo e a segurança em rotas executivas.
O que esperar
Nos próximos dias, a expectativa é que o governo colombiano envie os dados biométricos necessários para finalizar o processo de identificação. Assim que os laudos forem emitidos, o Ministério das Relações Exteriores deverá coordenar, junto às famílias, os procedimentos para o repatriamento dos corpos. A investigação sobre as causas da queda do helicóptero continua sendo conduzida pelo CENIPA, que deve apresentar um relatório preliminar em 30 dias.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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