Idosa morre baleada em padaria durante tiroteio em Vigário Geral
Uma mulher de 72 anos, conhecida como Tia Lêda, foi atingida durante confronto em padaria na Zona Norte do Rio. Outra vítima ficou ferida no tiroteio.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 07:193 min de leitura

Confronto entre grupos criminosos na Zona Norte do Rio de Janeiro termina com uma idosa morta e um homem ferido dentro de estabelecimento comercial.
Uma tarde de terror marcou o bairro de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira. Uma idosa identificada como Leda Maria, carinhosamente chamada pelos vizinhos de Tia Lêda, foi atingida por disparos de arma de fogo enquanto estava dentro de uma padaria local. Segundo informações da Polícia Militar, a vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu no local antes mesmo da chegada do socorro médico, tornando-se mais uma vítima colateral da violência urbana na região.
Dinâmica da tragédia
O crime ocorreu durante um intenso confronto entre criminosos rivais que disputam o controle territorial na comunidade. Testemunhas relataram que o tiroteio começou de forma repentina, pegando pedestres e clientes da padaria de surpresa. A Polícia Militar informou que guarnições do 16º BPM (Olaria) foram acionadas para verificar a ocorrência de tiros e, ao chegarem ao endereço, encontraram a idosa já sem vida. A área foi isolada para o trabalho da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que realizou a perícia técnica no estabelecimento.
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Outras vítimas e atendimento
Além da idosa, um homem, que não teve sua identidade revelada até o momento, também foi atingido pelos disparos durante a confusão. Ele foi resgatado e encaminhado às pressas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, localizado na Penha. De acordo com boletins médicos preliminares, o estado de saúde do ferido é considerado estável, mas ele permanece sob observação. Não há informações se o homem possuía qualquer envolvimento com o conflito ou se também era um cliente do comércio atingido pelo fogo cruzado.
Clima de insegurança na região
Moradores de Vigário Geral expressaram revolta e medo após a morte de Tia Lêda, descrita como uma pessoa querida e atuante na vizinhança. O policiamento foi reforçado em todo o entorno da Zona Norte para tentar coibir novos ataques e localizar os responsáveis pelos disparos. A Polícia Civil já iniciou a coleta de depoimentos e busca por imagens de câmeras de segurança que possam identificar os veículos e os indivíduos envolvidos na troca de tiros que vitimou a idosa de 72 anos.
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Contexto
A região de Vigário Geral e a vizinha Parada de Lucas enfrentam um histórico de décadas de instabilidade devido à presença de facções criminosas. Nos últimos 12 meses, os índices de violência e tiroteios na região apresentaram oscilações, mas a letalidade de inocentes continua sendo um desafio crítico para a Secretaria de Segurança Pública. O uso de estabelecimentos comerciais como refúgio improvisado durante confrontos tem se tornado uma prática perigosa e comum para os residentes dessas áreas de risco.
Próximos passos
A investigação agora segue sob o comando da Polícia Civil, que aguarda os laudos balísticos para determinar de qual direção partiram os projéteis que atingiram as vítimas. O corpo de Leda Maria foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Centro do Rio e o sepultamento deve ocorrer nos próximos dias, sob forte comoção da comunidade local que clama por justiça e paz nas ruas do bairro.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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