Idoso morre após ser arrastado por cavalo em São José de Piranhas

Tragédia no Sertão da Paraíba: homem de 72 anos não resiste aos ferimentos após acidente com animal na zona rural. Saiba os detalhes do ocorrido.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 11:023 min de leitura

Idoso morre após ser arrastado por cavalo em São José de Piranhas
Resumo em 10 segundos

Acidente fatal na zona rural choca moradores da região do Alto Sertão paraibano nesta terça-feira.

Um homem de 72 anos de idade perdeu a vida de forma trágica na manhã desta terça-feira (21), após ser arrastado por um cavalo no município de São José de Piranhas, localizado no interior da Paraíba. O incidente ocorreu em uma área de difícil acesso na zona rural, mobilizando equipes de resgate e gerando forte comoção entre os residentes da localidade que conheciam a vítima.

Dinâmica do acidente no campo

De acordo com informações preliminares colhidas junto a testemunhas e autoridades locais, o idoso estava manuseando o animal quando, por motivos ainda sob investigação, acabou ficando preso aos arreios ou a uma corda conectada ao cavalo. O animal teria se assustado e iniciado uma corrida desenfreada, arrastando a vítima por uma distância considerável sobre o terreno irregular e pedregoso, característico da vegetação de caatinga da região.

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O impacto contínuo contra o solo e obstáculos naturais causou ferimentos graves em diversas partes do corpo do agricultor. Familiares e vizinhos, ao perceberem a situação, tentaram intervir para conter o animal, mas quando conseguiram alcançar o idoso, ele já apresentava sinais vitais muito enfraquecidos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado imediatamente para prestar o socorro médico necessário no local da ocorrência.

Atendimento médico e constatação do óbito

Ao chegarem ao ponto indicado na zona rural de São José de Piranhas, os paramédicos iniciaram os protocolos de reanimação, mas a gravidade das lesões, especialmente na região craniana e no tórax, impediu a estabilização do paciente. O óbito foi confirmado ainda no local do acidente. A Polícia Militar foi chamada para isolar a área e garantir a preservação da cena até a chegada dos peritos criminais, que realizaram os levantamentos técnicos sobre as circunstâncias da queda.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC) na cidade de Cajazeiras, onde passará por exames de necropsia antes de ser liberado para os atos fúnebres. A identidade oficial do idoso ainda aguarda a conclusão dos trâmites burocráticos, mas a notícia de sua morte repercutiu rapidamente nas redes sociais de moradores do Sertão paraibano, que lamentaram a perda de um trabalhador rural experiente.

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Contexto

Acidentes envolvendo animais de grande porte em áreas rurais do Nordeste são riscos constantes para produtores e criadores que lidam diariamente com a lida no campo. Em cidades como São José de Piranhas, o uso de cavalos para o transporte e manejo de gado é uma prática centenária, porém, autoridades de segurança alertam que falhas em equipamentos de montaria ou reações inesperadas dos animais podem resultar em fatalidades, especialmente envolvendo pessoas com mobilidade reduzida ou idade avançada.

Dados da Secretaria de Segurança apontam que, embora não sejam frequentes, mortes por pisoteamento ou arraste por equinos exigem atenção redobrada quanto ao estado de conservação de selas, estribos e cordas. A fatalidade desta terça-feira reacende o debate sobre a segurança no trabalho rural e a necessidade de monitoramento constante de idosos que mantêm atividades ativas em fazendas e sítios da região.

O que esperar

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A Polícia Civil da Paraíba deve instaurar um inquérito administrativo para formalizar as causas da morte, embora todos os indícios apontem para um acidente doméstico de trabalho. O laudo pericial do IPC deve ser emitido nos próximos 30 dias, detalhando a causa exata do falecimento. Enquanto isso, a comunidade local organiza homenagens ao idoso, que era considerado uma figura respeitada na produção agrícola de São José de Piranhas.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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