Incêndio atinge grama e jazigos no Cemitério da Asa Sul em Brasília
Bombeiros controlam fogo no Cemitério Campo da Esperança, no Distrito Federal. Chamas foram causadas por uso indevido de velas próximo à vegetação seca.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 10 de agosto de 2026 às 09:023 min de leitura

Uso inadequado de velas em áreas de vegetação provoca chamas e mobiliza equipes de emergência no Plano Piloto.
Um incêndio de médias proporções atingiu a área de jazigos do Cemitério Campo da Esperança, localizado na Asa Sul, em Brasília, durante a tarde desta semana. O incidente mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), que atuou rapidamente para conter o avanço do fogo sobre a grama seca e as estruturas das sepulturas. Apesar do susto e da fumaça densa que tomou conta de parte do setor, não houve registro de feridos ou danos estruturais permanentes às lápides.
O combate às chamas e a causa
De acordo com informações oficiais da administração do cemitério, o fogo teve início após visitantes acenderem velas em locais inapropriados, fora dos espaços destinados a homenagens. A combinação da baixa umidade do ar com a vegetação rasteira ressecada facilitou a propagação rápida do incêndio. As equipes de socorro foram acionadas por volta das 14h e utilizaram caminhões-tanque para isolar o perímetro e extinguir os focos que ameaçavam se espalhar para alas vizinhas.
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Riscos no período de seca
A concessionária que administra o espaço reforçou que o incidente serve como um alerta para a população, especialmente nos meses de estiagem no Centro-Oeste. O Corpo de Bombeiros orienta que velas e outros materiais inflamáveis nunca devem ser deixados próximos a gramados ou áreas com folhas secas. A fumaça gerada pelo fogo pôde ser vista de diferentes pontos da L4 Sul, causando apreensão em motoristas e moradores da região administrativa.
Medidas de segurança e orientações
Após o controle total da situação, funcionários do cemitério realizaram o rescaldo da área afetada. A Defesa Civil e as autoridades locais reiteram que o descarte de bitucas de cigarro e o acendimento de fogueiras ou velas em áreas abertas representam um risco altíssimo de incêndios florestais e urbanos nesta época do ano. A administração do Campo da Esperança afirmou que intensificará a fiscalização interna para evitar que novas ocorrências coloquem em risco o patrimônio e os visitantes.
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Contexto
O Distrito Federal enfrenta historicamente um período crítico de queimadas entre os meses de junho e setembro. As temperaturas elevadas e a ausência de chuvas transformam parques e áreas verdes em potenciais focos de incêndio. O Cemitério da Asa Sul, fundado em 1959, é a principal necrópole da capital federal e possui extensas áreas gramadas que exigem manutenção constante para prevenir a propagação de fogo acidental.
Próximos passos
A administração do local deve emitir uma nota técnica reforçando a proibição de chamas abertas fora dos cruzeiros oficiais. A vigilância será reforçada nos próximos dias para garantir que as normas de segurança sejam cumpridas pelos frequentadores, visando a preservação do espaço público e a segurança ambiental do Plano Piloto.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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