Incêndio atinge Serra dos Mascates em Valença e mobiliza forças ambientais

Equipes do INEA e brigadistas atuam no combate às chamas na Serra dos Mascates, em Valença. Fogo em área de preservação preocupa autoridades e moradores locais.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 18:513 min de leitura

Incêndio atinge Serra dos Mascates em Valença e mobiliza forças ambientais
Resumo em 10 segundos

Forças de combate ao fogo tentam conter o avanço das chamas em área de preservação ambiental no interior fluminense.

Um incêndio de grandes proporções atinge a Serra dos Mascates, localizada no município de Valença, no Sul do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com informações oficiais do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), equipes especializadas foram deslocadas para a região nesta terça-feira a fim de controlar os focos de incêndio que ameaçam a biodiversidade local. A operação conta com o apoio de brigadistas que trabalham em terrenos de difícil acesso para evitar que o fogo se alastre por propriedades vizinhas e áreas de mata fechada.

Mobilização das autoridades ambientais

O trabalho de contenção na Serra dos Mascates é considerado complexo devido à topografia acidentada da região. Segundo o INEA, os agentes estão utilizando equipamentos de combate direto e monitorando a direção do vento, que tem dificultado o controle total das labaredas. A prioridade das equipes de emergência é estabelecer aceiros — faixas de terra sem vegetação — para interromper o caminho do fogo e proteger as nascentes e a fauna remanescente da Mata Atlântica.

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A fumaça densa já pode ser avistada de diversos pontos do centro de Valença, gerando preocupação entre os moradores. Autoridades do Corpo de Bombeiros também foram notificadas para dar suporte logístico caso as chamas avancem para áreas habitadas. Até o momento, não há registro de feridos, mas a perda de vegetação nativa é considerada significativa pelos técnicos ambientais que sobrevoam a área atingida.

Impactos na fauna e flora local

Especialistas alertam que o período de estiagem prolongada no Rio de Janeiro contribui diretamente para a propagação rápida do fogo. Na Serra dos Mascates, a vegetação seca serve como combustível, fazendo com que pequenos focos se transformem em grandes incêndios em poucos minutos. O INEA reforça que a queima de lixo ou o uso de fogo para limpeza de pastagens em áreas próximas a serras é um crime ambiental grave, passível de multas pesadas e detenção conforme a Lei de Crimes Ambientais.

A fauna local, composta por diversas espécies de aves e pequenos mamíferos, sofre o impacto direto da destruição do habitat. Equipes de veterinários da região e órgãos de proteção animal estão em alerta para o possível resgate de animais feridos ou em fuga das zonas de calor. A Prefeitura de Valença acompanha o desdobramento da crise e mantém canais abertos com o governo estadual para garantir os recursos necessários para a operação.

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Contexto

A região do Vale do Café, onde se localiza Valença, tem enfrentado um histórico de queimadas severas nos últimos anos durante o segundo semestre. A Serra dos Mascates é uma das zonas prioritárias para conservação hídrica do município, sendo responsável por parte do equilíbrio climático da zona rural e urbana.

Historicamente, o estado do Rio de Janeiro registra um aumento de até 40% nas ocorrências de incêndios florestais entre os meses de agosto e outubro. O monitoramento via satélite tem sido uma ferramenta crucial para que o INEA consiga identificar focos iniciais antes que a situação fuja do controle em parques e reservas estaduais.

O que esperar

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As equipes de combate devem permanecer no local durante toda a madrugada para realizar o monitoramento de rescaldo e evitar o surgimento de novos focos. Uma perícia técnica será realizada pelo Instituto Estadual do Ambiente assim que o incêndio for totalmente extinto para determinar as causas exatas do início do fogo e calcular a extensão total da área devastada em hectares.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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