Incêndio consome 2 mil m² de vegetação em área de difícil acesso no ES

Bombeiros e Defesa Civil atuam em Marataízes para conter chamas que atingiram área de preservação. Ausência de ventos evitou que fogo chegasse a residências.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 09 de agosto de 2026 às 16:303 min de leitura

Incêndio consome 2 mil m² de vegetação em área de difícil acesso no ES
Resumo em 10 segundos

Equipes de emergência monitoram focos de calor após queimada de grandes proporções atingir terreno acidentado no litoral sul capixaba.

Um incêndio de grandes proporções mobilizou o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil nesta semana em Marataízes, no Espírito Santo. As chamas consumiram uma área superior a 2 mil metros quadrados de vegetação nativa, em um terreno caracterizado pelo difícil acesso, o que dificultou o trabalho inicial de combate direto ao fogo. O incidente ocorreu em uma região estratégica da cidade, mas, apesar da intensidade do calor e da fumaça, não houve registro de feridos ou danos estruturais em imóveis vizinhos.

O combate às chamas e a logística

O trabalho dos agentes concentrou-se em evitar que o fogo se alastrasse para perímetros urbanos. Segundo informações da Defesa Civil de Marataízes, a topografia do local representou o maior desafio para as guarnições, exigindo estratégias de contenção por meio de batedores e bombas costais em pontos onde as viaturas não conseguiam chegar. A operação durou horas e exigiu um esforço coordenado para cercar o perímetro atingido, garantindo que as labaredas permanecessem restritas à zona de mata.

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Um fator determinante para a segurança da população local foi a ausência de ventos fortes no momento do pico do incêndio. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, essa condição climática favorável impediu que as fagulhas fossem transportadas para áreas residenciais próximas, o que poderia ter causado uma tragédia. O monitoramento foi intensificado para identificar possíveis novos focos que pudessem surgir devido às altas temperaturas registradas no solo da região sul capixaba.

Impacto ambiental e segurança pública

Embora o dano material a propriedades tenha sido evitado, o impacto ambiental na área de 2 mil m² é considerado relevante pelas autoridades locais. A vegetação densa, que serve de abrigo para a fauna regional, foi severamente castigada pelo calor. Imagens registradas durante a ocorrência mostram colunas de fumaça densa que podiam ser vistas de diversos pontos de Marataízes, gerando alerta entre os moradores e motoristas que trafegavam pelas vias de acesso ao município.

A Polícia Militar Ambiental e órgãos de fiscalização devem investigar as causas do início do fogo. Existe a preocupação de que ações humanas, como a queima de lixo ou limpeza irregular de terrenos, possam ter dado origem ao desastre. Em períodos de seca, a vegetação desidratada torna-se um combustível altamente inflamável, transformando qualquer pequena faísca em um incêndio de controle complexo, como o registrado nesta operação.

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Contexto

O estado do Espírito Santo tem enfrentado períodos de baixa umidade, o que eleva o risco de queimadas em todo o território. Cidades litorâneas como Marataízes e Itapemirim possuem áreas de restinga e mata fechada que exigem vigilância constante das autoridades ambientais. Historicamente, o Corpo de Bombeiros Militar intensifica as campanhas de conscientização nesta época do ano, reforçando que provocar incêndios em vegetação é crime ambiental passível de multas pesadas e detenção.

Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que o tempo de resposta das equipes de emergência é fundamental para evitar que áreas superiores a 5 mil metros quadrados sejam devastadas. No caso deste incidente em Marataízes, a rapidez no acionamento via 193 permitiu o cerco tático antes que a situação saísse do controle, mesmo diante das barreiras geográficas encontradas pelos combatentes no terreno íngreme.

O que esperar

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As autoridades municipais informaram que manterão o estado de prontidão nos próximos dias, realizando rondas preventivas na região afetada. O objetivo é assegurar que o rescaldo seja efetivo e que não ocorra a reignição das chamas por meio de brasas subterrâneas. A orientação para a população é evitar qualquer tipo de queima ao ar livre e denunciar imediatamente qualquer sinal de fumaça em áreas de preservação para evitar novos danos ao ecossistema local.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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