Incêndio destrói 3 mil árvores e mobiliza ambientalistas em Nova Iguaçu
Fogo na Serra do Vulcão consome área de reflorestamento na Baixada Fluminense. Autoridades e ativistas locais suspeitam de ação criminosa na região.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 19:443 min de leitura

Ataque ambiental na Baixada Fluminense dizima área de reflorestamento e levanta suspeitas de ação coordenada.
Um incêndio de grandes proporções atingiu a Serra do Vulcão, em Nova Iguaçu, destruindo um patrimônio natural recuperado por anos de esforço coletivo. O desastre ambiental, registrado nesta semana, resultou na perda de mais de 3 mil árvores em uma área monitorada por ativistas e moradores da região. A velocidade das chamas e os múltiplos focos iniciais levam a comunidade local a acreditar em um ato de vandalismo criminoso contra o ecossistema fluminense.
O impacto da devastação
O cenário na Serra do Vulcão é de cinzas onde antes florescia um projeto de recuperação da Mata Atlântica. Segundo os ambientalistas locais, o fogo consumiu mudas que estavam em estágio avançado de crescimento, comprometendo o solo e a fauna da Baixada Fluminense. O esforço de plantio, que durou meses, foi anulado em poucas horas de combustão intensa, deixando um rastro de destruição que pode ser visto de diversos pontos do município de Nova Iguaçu.
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De acordo com o Corpo de Bombeiros, as equipes foram acionadas para conter as labaredas, mas o terreno acidentado dificultou o acesso imediato aos focos principais. A estimativa de 3 mil árvores perdidas é considerada conservadora pelos voluntários que atuam na preservação da serra, que temem que o número de espécies nativas mortas seja ainda maior após uma varredura completa na zona de amortecimento do parque.
Suspeitas de crime ambiental
Lideranças de movimentos ecológicos apontam que o incêndio não possui características de causas naturais, como a combustão espontânea por calor excessivo. A principal tese defendida por quem cuida da área é de que o fogo foi iniciado de forma proposital e criminosa. Testemunhas relataram movimentações atípicas nas trilhas da Serra do Vulcão pouco antes das primeiras colunas de fumaça surgirem, o que deve ser objeto de investigação pelas autoridades policiais.
A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente poderá ser acionada para periciar o local e identificar possíveis aceleradores químicos que comprovem a intencionalidade do ato. Para os moradores de Nova Iguaçu, a destruição representa um ataque direto à qualidade de vida da população, uma vez que a vegetação local atua na regulação térmica e na proteção das nascentes de água que abastecem comunidades vizinhas.
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Contexto
A Serra do Vulcão é um dos principais marcos geológicos e ecológicos do Rio de Janeiro, atraindo trilheiros e pesquisadores interessados em sua formação vulcânica extinta. Nos últimos anos, a região tem sido alvo de constantes pressões urbanas e tentativas de ocupação irregular, o que coloca a Mata Atlântica em constante risco. O trabalho de reflorestamento focado em 3 mil mudas era visto como uma vitória da sociedade civil contra a degradação histórica da Baixada Fluminense.
O que esperar
Os próximos passos envolvem a tentativa de captação de recursos e novas doações de mudas para reiniciar o ciclo de plantio na Serra do Vulcão. Grupos de voluntários já planejam mutirões de limpeza das cinzas e análise do solo para verificar a viabilidade de uma nova intervenção ambiental ainda neste semestre. A segurança no entorno da reserva deve ser reforçada pela Guarda Municipal para evitar que novos focos de incêndio sejam provocados deliberadamente.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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