Incêndio em fábrica de óleo mineral em Mauá é controlado após 17 horas
Bombeiros encerram combate às chamas em galpão no bairro Capuava, na Grande SP, após explosão de sódio e casos de intoxicação durante a operação de resgate.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 01 de novembro de 2026 às 10:503 min de leitura

Operação de combate ao fogo mobilizou dezenas de viaturas e deixou militares feridos durante explosão de produtos químicos no ABC Paulista.
Após um trabalho ininterrupto de 17 horas, o Corpo de Bombeiros conseguiu extinguir, na manhã desta terça-feira, um incêndio de grandes proporções que atingiu um galpão industrial em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. O incidente teve início em uma unidade de processamento de óleo mineral localizada no bairro Capuava, mobilizando um contingente reforçado de equipes para evitar que as chamas se alastrassem para empresas vizinhas no polo industrial.
O combate e a explosão de sódio
A ocorrência, que teve início na tarde do dia anterior, apresentou desafios críticos para os socorristas devido à natureza dos materiais armazenados. Durante a madrugada, a situação se agravou quando houve uma explosão em um compartimento que continha sódio, reagindo de forma violenta ao contato com os agentes extintores. O impacto da detonação e a densa nuvem de fumaça química resultaram em ferimentos leves e quadros de intoxicação em alguns integrantes da corporação, que precisaram de atendimento médico imediato.
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Assistência às vítimas e danos materiais
Segundo informações da Defesa Civil, os bombeiros atingidos pela fumaça tóxica e por queimaduras leves foram encaminhados a unidades de saúde da região e apresentam quadro clínico estável. O galpão da fábrica, que operava com derivados de petróleo, ficou completamente destruído, com a estrutura metálica retorcida pelo calor intenso. No pico da operação, mais de 20 viaturas e cerca de 60 homens atuaram no rescaldo para garantir que novos focos não surgissem em meio aos escombros.
Impacto ambiental e isolamento
A área no entorno do bairro Capuava permaneceu isolada durante toda a manhã para o trabalho da perícia e de técnicos da Cetesb, que avaliam os danos ambientais causados pela queima do óleo e pela dispersão de resíduos químicos no solo e no ar. Moradores de bairros próximos relataram uma forte coluna de fumaça escura que pôde ser vista de cidades vizinhas, como Santo André e Ribeirão Pires, gerando alerta entre a população local sobre a qualidade do ar nas últimas horas.
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Contexto
O polo industrial de Mauá é um dos mais importantes do estado de São Paulo, concentrando refinarias e indústrias químicas de alto risco. O armazenamento de sódio metálico, como o que causou a explosão neste evento, exige protocolos rígidos de segurança, uma vez que o elemento é altamente reativo à água, dificultando o trabalho convencional das equipes de emergência em casos de sinistros de grande magnitude.
Próximos passos
A Polícia Civil deve abrir um inquérito para investigar as causas do início do fogo e verificar se a empresa possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) em dia. Técnicos devem permanecer no local ao longo do dia para monitorar a temperatura das estruturas e evitar o risco de novos desabamentos no terreno da fábrica.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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