Infestação de cupins em apartamentos cresce e exige alerta de moradores

Especialistas explicam o aumento de colônias de cupins em prédios residenciais, os danos estruturais causados e como identificar os sinais precoces de invasão.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 14:423 min de leitura

Infestação de cupins em apartamentos cresce e exige alerta de moradores
Resumo em 10 segundos

Aumento de colônias em áreas urbanas verticais acende alerta para danos estruturais e prejuízos financeiros em condomínios.

O avanço das infestações de cupins em prédios residenciais tem transformado a rotina de moradores e síndicos em diversas capitais brasileiras neste ano de 2024. O fenômeno, que antes era associado majoritariamente a casas térreas, agora atinge o topo de edifícios de alto padrão, impulsionado por fatores climáticos e pela adaptação das espécies ao ambiente construído. De acordo com especialistas em controle de pragas, a falta de barreiras químicas e o uso excessivo de madeira em acabamentos facilitam a propagação silenciosa desses insetos, que podem comprometer a fiação elétrica e a estrutura de móveis planejados.

Como a invasão ocorre nos edifícios

A crença de que morar em andares altos garante proteção contra pragas é um mito superado pela biologia do cupim de solo e do cupim de madeira seca. No caso das espécies subterrâneas, elas utilizam as prumadas de serviço, dutos de eletricidade e vãos estruturais para escalar dezenas de metros em busca de celulose. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, empresas do setor relatam que o volume de chamados para vistorias em apartamentos subiu cerca de 30% nos últimos dois anos. O principal risco é que, ao contrário de formigas ou baratas, o cupim raramente é visto a olho nu antes que o estrago seja significativo.

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Sinais de alerta e diagnóstico precoce

Identificar a presença desses invasores exige atenção aos detalhes que muitas vezes passam despercebidos durante a limpeza doméstica. O surgimento de um pó granulado próximo a rodapés, portas ou dentro de armários é o indício mais comum de que a madeira está sendo consumida internamente. Outro sinal crítico são as asas descartadas após as revoadas, que costumam ocorrer em dias quentes e úmidos. Segundo biólogos, se o morador encontrar essas asas dentro de casa, é provável que uma nova colônia já esteja tentando se estabelecer no local, buscando frestas em paredes ou móveis de MDF e aglomerado.

O impacto econômico e os riscos elétricos

Os danos causados por uma infestação não controlada podem representar um prejuízo de milhares de reais. Além da perda total de mobiliário, os cupins têm a capacidade de corroer o isolamento de cabos elétricos, o que pode gerar curtos-circuitos e até incêndios em casos extremos. Condomínios que não realizam o descupinização preventiva nas áreas comuns acabam servindo de reservatório para a praga, que migra de uma unidade para outra através das paredes compartilhadas. Profissionais do setor recomendam que a inspeção técnica seja feita pelo menos uma vez ao ano, especialmente em prédios com mais de 10 anos de construção.

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Contexto

Historicamente, o controle de cupins era focado em áreas rurais ou em construções de madeira. Com a urbanização acelerada e a substituição de vegetação nativa por concreto, esses insetos encontraram nos edifícios um ecossistema favorável, com temperatura estável e abundância de alimento. O aquecimento global também desempenha um papel fundamental, já que invernos menos rigorosos permitem que o ciclo de reprodução das colônias permaneça ativo por mais tempo, eliminando a sazonalidade que antes limitava as infestações aos meses de primavera.

O que esperar

A tendência é que as administradoras de condomínios passem a exigir protocolos mais rígidos de manejo integrado de pragas, incluindo a instalação de iscas externas e barreiras físicas nas fundações. Para os proprietários, a recomendação é investir em selagem de frestas e no tratamento prévio de madeiras antes da instalação de marcenaria fixa, visando mitigar os riscos de uma invasão que, embora silenciosa, é extremamente destrutiva para o patrimônio familiar.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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