João Pessoa: Operação combate explosão de furtos de hidrômetros
Polícia Civil e Cagepa agem após alta de 318% nos crimes em junho. Investigação foca em receptadores e prejuízos ao abastecimento na capital paraibana.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 13:243 min de leitura

Ação conjunta entre forças de segurança e companhia de águas mira desarticular esquema de comércio ilegal de metais na capital.
A Polícia Civil da Paraíba, em parceria com a Cagepa, deflagrou uma operação estratégica nesta semana para conter a onda de furtos de hidrômetros em João Pessoa. A ofensiva ocorre após um levantamento alarmante apontar que o mês de junho registrou o recorde de 268 ocorrências desse tipo de crime. O volume de medidores subtraídos representa um salto drástico de 318% na comparação direta com o mês de maio, evidenciando uma atividade criminosa organizada voltada para a extração de materiais metálicos.
A dinâmica dos crimes e os danos à população
De acordo com as autoridades policiais, os criminosos agem preferencialmente durante a madrugada, visando imóveis residenciais e comerciais em diversos bairros da Capital. O foco dos infratores é o bronze e o cobre presentes nos dispositivos, que são vendidos em ferros-velhos clandestinos. Além do prejuízo financeiro direto para a Cagepa, a retirada abrupta do equipamento causa o desperdício de milhares de litros de água tratada, gerando alagamentos nas calçadas e a interrupção imediata do fornecimento para os moradores afetados.
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Foco nos receptadores e fiscalização rigorosa
O delegado responsável pela investigação afirmou que o objetivo principal da operação não é apenas prender quem executa o furto, mas sim asfixiar financeiramente os receptadores. Agentes realizaram vistorias em pontos de reciclagem em áreas como Mangabeira, Bancários e o Centro, buscando identificar estoques de materiais sem comprovação de origem. A Lei Brasileira é rigorosa quanto à receptação de patrimônio público ou de concessionárias de serviços essenciais, podendo resultar em penas de reclusão que variam de um a quatro anos, além de multas pesadas para os estabelecimentos coniventes.
Medidas de segurança e orientações técnicas
Para tentar mitigar o avanço das estatísticas negativas, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) orienta que os usuários instalem grades de proteção padronizadas, que dificultam o acesso rápido ao aparelho sem impedir a leitura mensal. Em caso de furto, a recomendação é que a vítima registre imediatamente um Boletim de Ocorrência e entre em contato com o teleatendimento pelo número 115. A substituição do hidrômetro em casos de crime comprovado segue protocolos específicos para que o consumidor não seja penalizado pelo ato de vandalismo de terceiros.
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Contexto
A crise de segurança envolvendo itens de infraestrutura urbana não é exclusiva de João Pessoa, mas a intensidade do crescimento em 2024 acendeu o sinal de alerta no Governo do Estado. Em anos anteriores, o foco dos criminosos costumava ser a fiação elétrica, mas a valorização de ligas metálicas no mercado informal redirecionou parte dessas quadrilhas para os cavaletes de água. O índice de 318% de aumento em apenas 30 dias é considerado um ponto fora da curva pelas autoridades de segurança pública da Paraíba.
Próximos passos
As investigações seguem em sigilo para identificar os grandes galpões que funcionam como centros de distribuição desses metais. A Polícia Militar também deve reforçar o patrulhamento preventivo em zonas mapeadas pelo setor de inteligência como de alto risco. Novos mandados de busca e apreensão podem ser cumpridos nos próximos dias com base nos depoimentos colhidos durante a fase inicial da operação.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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