Justiça condena irmãos por assassinato no Cariri após 25 anos de espera

Eraldo e Edvando Ventura da Silva receberam pena de 19 anos de prisão pela morte de Maria Carloneide em Monteiro. Réus seguem foragidos da Justiça paraibana.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 18:543 min de leitura

Justiça condena irmãos por assassinato no Cariri após 25 anos de espera
Resumo em 10 segundos

Sentença ocorre mais de duas décadas após o crime que chocou a cidade de Monteiro e impõe penas severas aos acusados foragidos.

O Tribunal do Júri da comarca de Monteiro, no Cariri paraibano, condenou os irmãos Eraldo Ventura da Silva e Edvando Ventura da Silva pelo assassinato de Maria Carloneide de Fátima Ventura. O veredito, proferido mais de 25 anos após o crime ocorrido em 1999, estabeleceu uma pena de 19 anos de reclusão para cada um dos réus. Apesar da decisão judicial, os condenados não compareceram ao julgamento e permanecem na condição de foragidos.

O desfecho do julgamento histórico

A condenação é o resultado de uma longa tramitação processual que atravessou décadas no judiciário da Paraíba. Durante a sessão, o conselho de sentença acatou as teses apresentadas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que apontou a responsabilidade direta dos irmãos na morte da vítima. A denúncia detalhou que o crime foi executado com contornos de crueldade, motivando a aplicação de uma pena privativa de liberdade em regime fechado.

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Mesmo com a condenação oficializada pela Justiça, a execução imediata da pena enfrenta o obstáculo do paradeiro desconhecido dos criminosos. As autoridades policiais realizaram diversas buscas ao longo dos anos, mas os irmãos Ventura da Silva conseguiram evadir-se do cerco policial e não foram localizados para o cumprimento do mandado de prisão expedido após a sentença. O caso é tratado como uma vitória simbólica para a segurança pública da região, mesmo com a ausência física dos réus.

Detalhes sobre o crime em 1999

O assassinato de Maria Carloneide aconteceu em um contexto de violência que marcou o final da década de 90 no interior do estado. Segundo os autos do processo, a vítima foi alvo de uma emboscada que impossibilitou qualquer chance de defesa. A investigação conduzida pela Polícia Civil na época reuniu provas materiais e testemunhais que ligavam Eraldo e Edvando diretamente à cena do crime, consolidando a denúncia que levou décadas para chegar ao desfecho atual.

A demora para o julgamento foi motivada por diversos recursos e pela dificuldade de localização dos envolvidos, o que quase levou o caso à prescrição. No entanto, o empenho do Poder Judiciário em manter a validade da ação permitiu que os jurados finalmente pudessem analisar os fatos. A condenação de 19 anos reflete a gravidade da conduta e a necessidade de resposta estatal para crimes violentos contra mulheres no Cariri.

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Contexto

A cidade de Monteiro possui um histórico de acompanhamento rigoroso de crimes de repercussão, e a morte de Maria Carloneide de Fátima Ventura é lembrada como um dos episódios mais emblemáticos de impunidade temporária na região. Dados da Secretaria de Segurança e Defesa Social indicam que crimes cometidos há mais de duas décadas raramente chegam ao júri popular com a manutenção da prova testemunhal, o que torna este caso uma exceção jurídica relevante.

A luta por justiça em casos de homicídios antigos na Paraíba tem sido uma prioridade para núcleos especializados do Ministério Público, que buscam dar um encerramento para as famílias das vítimas. A condenação dos irmãos Ventura se soma a outros esforços de redução do passivo processual de crimes violentos intencionais no estado, reforçando a mensagem de que o tempo não deve apagar a responsabilidade criminal.

Próximos passos

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Com a sentença transitada em julgado para a acusação, o foco das autoridades agora se volta para a captura de Eraldo e Edvando. A Polícia Militar e órgãos de inteligência devem atualizar os mandados no sistema nacional de procurados. Caso sejam localizados em qualquer unidade da federação, os irmãos deverão ser imediatamente transferidos para uma unidade prisional para iniciar o cumprimento das penas de 19 anos impostas pelo tribunal.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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