Justiça ordena que Câmara de Várzea Grande paute remanejamento de verba
Decisão judicial estabelece prazo de 24 horas para que o Legislativo realize sessão sobre recursos orçamentários, sob pena de multa diária ao presidente da Casa.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 09:573 min de leitura

Poder Judiciário determina urgência em votação sobre realocação de recursos públicos e impõe sanções financeiras em caso de omissão da Mesa Diretora.
A Justiça de Mato Grosso determinou que a Câmara Municipal de Várzea Grande convoque, em um prazo máximo de 24 horas, uma sessão extraordinária ou ordinária para deliberar sobre o projeto de lei que trata do remanejamento de verbas do orçamento municipal. A decisão liminar, proferida nesta semana, atende a um pedido que aponta a paralisia administrativa gerada pela falta de votação de matérias orçamentárias essenciais para a continuidade de serviços públicos na segunda maior cidade do estado.
Interpelação judicial e prazos
O magistrado responsável pelo caso destacou que a omissão do Legislativo em pautar temas de relevância financeira compromete a gestão fiscal do município. Com a ordem judicial, o Presidente da Câmara fica obrigado a realizar a convocação imediata dos parlamentares. Caso a determinação seja descumprida e a sessão não ocorra dentro do período estipulado de um dia, o magistrado fixou uma multa pessoal no valor de R$ 1.000,00 por dia de atraso.
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Sanções e limites financeiros
A penalidade financeira imposta pela Justiça não recai sobre o erário público, mas diretamente sobre o patrimônio do gestor do Legislativo, visando garantir a celeridade do rito democrático. O teto máximo para essa punição foi estabelecido em R$ 30.000,00. A medida é vista como um instrumento de pressão para que entraves políticos internos não prejudiquem o cronograma de pagamentos e investimentos previstos pela prefeitura para o exercício de 2024.
Impacto no orçamento municipal
O projeto em questão envolve a autorização para que o Executivo possa movimentar dotações orçamentárias entre diferentes secretarias. Segundo informações do processo, sem essa aprovação, áreas como Saúde e Infraestrutura podem enfrentar dificuldades operacionais por falta de lastro legal para o empenho de despesas. A Câmara de Várzea Grande, que vinha adiando a discussão, agora precisa formalizar a leitura e votação da matéria para evitar o agravamento da crise institucional entre os poderes locais.
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Contexto
O embate em Várzea Grande reflete uma tensão crescente entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo no estado de Mato Grosso. Historicamente, o remanejamento de verbas é uma ferramenta administrativa comum, mas que se torna objeto de disputa política em períodos de proximidade eleitoral ou reestruturação de coalizões. Em cidades de grande porte, o travamento dessas pautas costuma ser utilizado como moeda de troca, o que tem levado o Ministério Público e o Judiciário a intervirem com maior frequência para garantir o funcionamento da máquina pública.
Próximos passos
Após a notificação oficial, a Mesa Diretora deve publicar o edital de convocação ainda nesta jornada. Os vereadores deverão comparecer ao plenário para votar o texto, independentemente de eventuais pedidos de vista, dado o caráter de urgência imposto pela sentença judicial. O desfecho da votação será monitorado pelos órgãos de controle para assegurar que a Lei Orçamentária Anual seja respeitada conforme as novas diretrizes propostas.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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