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LaLiga ataca Fifa e Javier Tebas exige renúncia de Gianni Infantino

Presidente da liga espanhola critica novo calendário mundial, acusa Fifa de destruir o futebol e pede saída imediata de Infantino do comando da entidade.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 13:174 min de leitura

Resumo em 10 segundos

Em escalada de tensão sem precedentes, mandatário do futebol espanhol afirma que gestão atual compromete a saúde financeira e física dos clubes.

O presidente da LaLiga, Javier Tebas, disparou duras críticas contra a Fifa e seu presidente, Gianni Infantino, durante uma conferência sobre a indústria do esporte nesta quinta-feira. O dirigente espanhol acusou a entidade máxima do futebol de estar destruindo o ecossistema do esporte ao priorizar interesses comerciais em detrimento da sustentabilidade das ligas nacionais e do bem-estar dos atletas. O embate direto marca um novo capítulo na crise entre as federações europeias e a organização sediada na Suíça.

O novo Mundial de Clubes sob fogo

O principal ponto de discórdia reside na criação do novo Mundial de Clubes, planejado para 2025 com a participação de 32 equipes. Para Javier Tebas, a inclusão de mais um torneio de grande porte em um calendário já saturado é um erro estratégico que beneficia apenas uma elite financeira. O mandatário argumenta que a Fifa ignora o impacto que essas competições causam nas ligas domésticas, que são as verdadeiras responsáveis por sustentar o mercado de trabalho de milhares de jogadores ao redor do mundo.

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Durante seu pronunciamento, Tebas não poupou palavras ao exigir a saída de Gianni Infantino da presidência. Segundo o líder da LaLiga, a gestão atual atua de forma unilateral, sem consultar os principais interessados na engrenagem do futebol. O dirigente reforçou que o modelo de governança da Fifa está quebrado e que a insistência em expandir torneios internacionais pode levar à falência de clubes de médio e pequeno porte em países como Espanha, Inglaterra e Itália.

Riscos à integridade dos atletas

Além das questões econômicas, o presidente da liga espanhola destacou o esgotamento físico dos profissionais. Com o aumento do número de jogos, o risco de lesões graves sobe exponencialmente, o que, na visão de Tebas, desvaloriza o produto final entregue aos torcedores e patrocinadores. Ele aponta que a Fifa trata os jogadores como mercadorias inesgotáveis, ignorando os limites biológicos necessários para uma performance de alto nível em ligas competitivas como a Espanha.

O movimento liderado por Javier Tebas busca ganhar apoio de outras ligas europeias e do sindicato global de jogadores, o FIFPRO. A estratégia é criar uma frente unida para barrar juridicamente a implementação de novos calendários que não tenham sido aprovados em consenso. Para o dirigente, a Fifa utiliza seu poder regulatório para impor competições que geram lucros diretos para a entidade, enquanto os custos operacionais e os riscos de saúde ficam integralmente com os clubes e federações locais.

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Contexto

A relação entre as grandes ligas da Europa e a Fifa vem se deteriorando desde a proposta da Copa do Mundo bienal, ideia que acabou engavetada após forte resistência. No entanto, a confirmação do Super Mundial nos Estados Unidos reacendeu a fúria dos dirigentes europeus. Estima-se que o impacto financeiro negativo para as ligas nacionais possa chegar a bilhões de euros nas próximas décadas, caso o calendário continue sendo expandido de forma agressiva.

Historicamente, a LaLiga tem sido a voz mais ativa contra o que chama de abusos de poder das entidades continentais e globais. Sob o comando de Tebas, a liga espanhola já acionou tribunais europeus para questionar decisões da Uefa e da Fifa, consolidando uma postura de confronto direto em defesa do mercado interno espanhol e da integridade financeira de seus clubes filiados.

O que esperar

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A expectativa agora gira em torno de uma resposta oficial da Fifa às declarações agressivas de Javier Tebas. Nos bastidores, especula-se que o caso possa parar na Corte Arbitral do Esporte (CAS) ou até mesmo na Comissão Europeia, caso as ligas consigam provar que a entidade exerce um monopólio prejudicial à livre concorrência no mercado esportivo. O desfecho dessa queda de braço definirá o futuro da estrutura do futebol mundial para a próxima década.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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