Litoral da Paraíba tem três trechos de praia impróprios para banho
Relatório semanal da Sudema alerta banhistas sobre áreas impróprias em João Pessoa e Pitimbu. Confira a lista completa das praias liberadas e restritas.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 07:103 min de leitura

Órgão ambiental divulga novo mapeamento de balneabilidade e aponta pontos críticos para banhistas no estado.
O monitoramento semanal da qualidade das águas no litoral paraibano, realizado pela Sudema (Superintendência de Administração do Meio Ambiente), identificou que três trechos de praias estão impróprios para o banho nesta semana. A análise laboratorial, que abrange toda a extensão da costa estadual, aponta riscos em pontos específicos localizados nos municípios de João Pessoa e Pitimbu. A orientação das autoridades é que os moradores e turistas evitem o contato com a água nessas áreas para prevenir doenças de veiculação hídrica.
Detalhamento dos pontos críticos
Na capital paraibana, o alerta de contaminação recai sobre a Praia de Manaíra. Segundo os dados técnicos colhidos pelos biólogos, o trecho localizado em frente à Avenida João Maurício, especificamente no número 615, apresentou índices de coliformes termotolerantes acima do limite permitido pela legislação vigente. A área é monitorada constantemente devido ao fluxo urbano intenso, o que exige atenção redobrada dos frequentadores que circulam pela Orla de João Pessoa.
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Já no município de Pitimbu, localizado no litoral sul do estado, dois pontos foram classificados como inadequados para o uso recreativo. O primeiro deles situa-se na própria Praia de Pitimbu, nas proximidades do final da Rua da Paz. O segundo ponto de atenção na cidade é a Praia do Maceió, em uma extensão de 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do riacho local. A Sudema recomenda que o público mantenha uma distância mínima de segurança dessas áreas sinalizadas.
Critérios de avaliação e segurança
O processo de classificação da balneabilidade segue normas rígidas estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A equipe técnica realiza a coleta de amostras de água em diversos pontos estratégicos, levando em conta fatores como a presença de esgotos domésticos, a incidência de chuvas e o fluxo de marés. Quando a concentração de bactérias ultrapassa os 800 NMP (Número Mais Provável) por 100 mililitros em amostras consecutivas, o trecho é imediatamente considerado impróprio.
Contexto
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A Paraíba possui uma das orlas mais preservadas do Nordeste, com mais de 50 pontos de monitoramento distribuídos entre o litoral norte e sul. Historicamente, a maioria das praias paraibanas mantém índices de excelência, mas o período de chuvas esporádicas pode comprometer a qualidade da água em áreas próximas a galerias pluviais e desembocaduras de rios. A divulgação semanal desses boletins é uma ferramenta essencial para garantir a saúde pública e o desenvolvimento do turismo sustentável na região.
Próximos passos
As equipes de fiscalização da Sudema continuarão a realizar coletas periódicas para verificar se houve melhora na dispersão de poluentes nos trechos afetados. A expectativa é que, com a estabilização das condições climáticas e a manutenção das redes de saneamento, os pontos hoje restritos voltem a ser liberados no próximo relatório, previsto para a próxima sexta-feira. Até lá, as placas de sinalização devem ser respeitadas rigorosamente pelos banhistas.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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