Política

Lula ganha terreno no Sudeste enquanto Bolsonaro lidera entre evangélicos

Nova pesquisa Quaest detalha o cenário eleitoral no Brasil, mostrando o crescimento do petista em regiões estratégicas e a resiliência bolsonarista na base religiosa.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 00:004 min de leitura

Lula ganha terreno no Sudeste enquanto Bolsonaro lidera entre evangélicos
Resumo em 10 segundos

Levantamento detalhado aponta avanços estratégicos na corrida presidencial e consolida divisão de nichos eleitorais entre os principais candidatos.

O ex-presidente Lula apresentou um crescimento significativo em sua performance na região Sudeste, enquanto o atual presidente Jair Bolsonaro mantém uma base sólida e fiel entre o eleitorado evangélico. Os dados, que fazem parte do mais recente recorte da pesquisa Quaest, indicam que, no cenário geral, o candidato petista lidera a disputa com 45% das intenções de voto, contra 37% do representante do PL. O estudo foi realizado em todo o território nacional e revela as nuances geográficas e sociais que podem definir o pleito.

A movimentação no coração econômico do país

No Sudeste, maior colégio eleitoral do Brasil, a oscilação positiva de Lula é vista por analistas políticos como um ponto crucial de virada. A melhora no desempenho abrange estados como São Paulo e Minas Gerais, onde a disputa vinha se mostrando mais acirrada nas últimas semanas. Este movimento sugere que as estratégias de campanha focadas na economia e no custo de vida estão encontrando eco entre os eleitores da região, que historicamente atua como um termômetro para o resultado das urnas em outubro.

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Por outro lado, a equipe de campanha de Jair Bolsonaro monitora o avanço da oposição nesta área com atenção. Embora o atual mandatário ainda preserve redutos importantes no interior paulista e no Rio de Janeiro, a perda de tração em grandes centros urbanos acende o alerta para a necessidade de novas incursões e anúncios de pacotes de auxílio financeiro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o que coloca cada movimentação dentro de um quadro de alta competitividade.

A força da base religiosa e o voto conservador

No segmento evangélico, o cenário se inverte em favor do atual governo. Bolsonaro detém uma vantagem confortável, consolidando-se como o preferido deste grupo que representa cerca de 30% da população brasileira. A pauta de costumes e a defesa de valores tradicionais são os pilares que sustentam essa liderança. Segundo o levantamento, a rejeição ao PT nesse nicho permanece elevada, dificultando as tentativas de interlocução que a chapa de Lula tem buscado através de lideranças religiosas moderadas.

As intenções de voto entre os protestantes mostram que a narrativa de "guerra espiritual" e a proximidade com grandes lideranças de igrejas neopentecostais funcionam como uma blindagem para o presidente. Mesmo com a inflação afetando as classes mais baixas, o fator identitário e religioso parece prevalecer sobre o econômico neste recorte específico, mantendo os números de Bolsonaro estáveis e acima da média nacional.

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Contexto

A polarização entre Lula e Bolsonaro tem deixado pouco espaço para a chamada terceira via, que não consegue romper a barreira dos dois dígitos na maioria dos cenários testados. O histórico recente das eleições brasileiras mostra que o Sudeste e o voto religioso foram determinantes nas vitórias de 2014 e 2018, respectivamente. Em 2022, a combinação desses dois fatores parece ser novamente a chave para abrir as portas do Palácio do Planalto.

A pesquisa Quaest ouviu 2.000 pessoas presencialmente em diversas cidades brasileiras. O nível de confiança do estudo é de 95%, o que reforça a precisão dos dados dentro dos critérios estatísticos estabelecidos pela legislação eleitoral vigente. O foco agora se volta para as próximas inserções de rádio e TV, que devem intensificar o embate direto entre os dois ponteiros.

O que esperar

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Com a cristalização dos votos em ambos os lados, a tendência é que as campanhas foquem agora nos eleitores indecisos e naqueles que cogitam votar em branco ou nulo. O crescimento de Lula no Sudeste pressiona o governo a reagir com agendas positivas, enquanto a manutenção da liderança de Bolsonaro entre evangélicos obriga a oposição a repensar seu discurso para o público cristão. As próximas semanas serão de movimentações intensas nas ruas e nas redes sociais.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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