Lula lidera corrida contra Flávio Bolsonaro em cenário de 2026
Levantamento da Quaest aponta vantagem do atual presidente sobre o senador, mas revela forte resistência no Sul e entre o eleitorado evangélico brasileiro.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 09 de agosto de 2026 às 00:003 min de leitura

Pesquisa revela polarização acentuada e vantagem numérica do atual mandatário em eventual disputa direta contra o filho do ex-presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, que registra 39% da preferência do eleitorado. Os dados, coletados pelo instituto Quaest, mostram um cenário de competitividade, embora o petista mantenha a dianteira no plano geral. O levantamento indica que a polarização política no Brasil segue consolidada entre as duas principais forças que dominaram as urnas nos últimos anos.
Divisões por região e perfil demográfico
Apesar da liderança nacional de Lula, o desempenho do senador Flávio Bolsonaro supera o do atual presidente em estratos específicos da população. Na Região Sul, o parlamentar aparece à frente, consolidando o reduto histórico de oposição ao Partido dos Trabalhadores. Além disso, o senador detém a maioria das intenções de voto entre eleitores com ensino superior completo, sugerindo uma inclinação do eleitorado com maior escolaridade em favor da oposição neste cenário simulado.
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O peso do voto religioso e da renda
Um dos pontos mais sensíveis da pesquisa refere-se ao eleitorado evangélico, onde Flávio Bolsonaro mantém uma vantagem significativa sobre Lula. Esse grupo religioso tem sido um pilar central para o bolsonarismo, e os números reforçam que a resistência à atual gestão permanece alta nesse segmento. Por outro lado, o atual presidente mantém sua força entre os brasileiros com renda de até dois salários mínimos, público que historicamente garante a sustentação da base petista em pleitos nacionais.
Diferenças de gênero e escolaridade
No recorte por sexo, o cenário repete tendências de eleições anteriores: Lula possui melhor desempenho entre as mulheres, enquanto a disputa é mais acirrada no público masculino. A escolaridade também atua como um divisor de águas, com o petista liderando entre quem possui apenas o ensino fundamental, enquanto o senador ganha tração conforme o nível de instrução aumenta. A Região Nordeste continua sendo o principal motor da vantagem de 44% obtida pelo atual chefe do Executivo.
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Contexto
As simulações de segundo turno realizadas pela Quaest servem como termômetro para as estratégias partidárias visando as eleições de 2026. O nome de Flávio Bolsonaro surge como uma das alternativas da direita diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro, imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A manutenção do nome de Lula como favorito, mesmo com margem estreita, sinaliza que a aprovação do governo federal reflete diretamente no potencial eleitoral de sua tentativa de reeleição.
Historicamente, o Brasil atravessa um período de estabilidade nas intenções de voto, onde as variações ocorrem dentro da margem de erro. A dificuldade de ambos os lados em avançar sobre o eleitorado do oponente mostra que o país permanece dividido entre projetos distintos de economia e costumes, com pouca margem para o crescimento de uma terceira via no momento atual.
O que esperar
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Os partidos devem utilizar esses dados para calibrar discursos voltados aos grupos onde a rejeição é maior. O governo deve focar em acenos aos evangélicos e à classe média com ensino superior, enquanto a oposição liderada pelo clã Bolsonaro buscará nacionalizar a imagem do senador para além das fronteiras do Rio de Janeiro e do Sul do país, tentando reduzir a distância de 5 pontos percentuais que hoje separa os dois candidatos.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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