Lula projeta desmatamento zero até 2030 e exalta ciência no INPE
Em visita ao INPE, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a queda de 36,87% nos alertas de desmatamento da Amazônia e reforçou metas ambientais.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 18:023 min de leitura

Presidente reforça compromisso com a preservação ambiental e destaca avanços tecnológicos brasileiros em visita oficial ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou, nesta semana, a sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, para acompanhar os resultados das políticas de monitoramento ambiental. Durante o encontro com cientistas e autoridades, o chefe do Executivo celebrou a redução expressiva de 36,87% nos alertas de desmatamento na Amazônia registrados entre os anos de 2025 e 2026. O dado é visto pelo Governo Federal como uma vitória estratégica na consolidação da imagem do Brasil no cenário internacional.
Compromisso com o Desmatamento Zero
Durante o seu pronunciamento, o presidente reiterou a promessa de que o país atingirá o desmatamento zero até 2030. O plano envolve a integração de forças de segurança, como a Polícia Federal e o Ibama, com a inteligência de dados fornecida pelos satélites do INPE. O mandatário enfatizou que o controle do bioma não é apenas uma questão ecológica, mas uma necessidade econômica para garantir a competitividade das exportações brasileiras frente às exigências do mercado europeu e de outros blocos globais.
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Defesa da Ciência e Geopolítica
O discurso no INPE também serviu como uma defesa enfática da soberania científica nacional. Lula destacou que o negacionismo não terá espaço em sua gestão e aproveitou o momento para traçar paralelos com o cenário político global, mencionando a postura do ex-presidente americano Donald Trump em relação aos acordos climáticos. Para o líder brasileiro, o fortalecimento de instituições como o INPE é a única forma de garantir que o Brasil tome decisões baseadas em evidências, protegendo-se de pressões externas e garantindo a autonomia tecnológica do Hemisfério Sul.
Investimentos em Tecnologia Espacial
Além dos dados sobre a cobertura vegetal, a comitiva presidencial discutiu a ampliação de investimentos na série de satélites Amazonia-1. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o objetivo é modernizar os sensores que captam imagens em tempo real, permitindo uma resposta mais rápida a focos de incêndio e atividades de garimpo ilegal. O presidente defendeu que a carreira científica deve ser valorizada para evitar a fuga de cérebros, garantindo que os novos pesquisadores tenham infraestrutura de ponta no território nacional.
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Contexto
O monitoramento da Amazônia tem sido o pilar central da política externa do atual governo. Desde o início de 2023, o país vem tentando reverter a imagem de negligência ambiental acumulada em períodos anteriores. A meta de 2030 é considerada ambiciosa por especialistas, mas os índices recentes mostram uma tendência de queda consistente. A atuação do Ministério do Meio Ambiente, sob a liderança de Marina Silva, tem focado em ações de inteligência e no bloqueio financeiro de propriedades rurais que descumprem o Código Florestal.
O que esperar
Nos próximos meses, o governo deve intensificar as operações de campo em áreas críticas do Pará e do Mato Grosso, onde a pressão do agronegócio ilegal ainda é elevada. A expectativa é que, com a manutenção dos índices de queda próximos a 37%, o Brasil consiga destravar novos aportes do Fundo Amazônia, garantindo recursos para o desenvolvimento sustentável das comunidades ribeirinhas e indígenas que vivem na região.
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