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Macadâmia do Espírito Santo conquista mercado internacional com valor agregado

Produção capixaba de nozes macadâmia se destaca com exportações e diversificação em doces e gelatos, consolidando o estado como o segundo maior produtor do país.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 01 de novembro de 2026 às 03:463 min de leitura

Macadâmia do Espírito Santo conquista mercado internacional com valor agregado
Resumo em 10 segundos

Polo produtor no Norte capixaba aposta na industrialização da noz para expandir presença em prateleiras estrangeiras e fortalecer a economia regional.

Famílias de agricultores do Norte do Espírito Santo estão transformando a cultura da macadâmia em um motor de exportação de alto valor agregado. Atualmente, o estado ocupa a posição de segundo maior produtor nacional da noz, competindo diretamente no mercado global com derivados que vão desde biscoitos finos até gelatos artesanais. O movimento de expansão ocorre em um momento de consolidação da safra, que beneficia diretamente o agronegócio capixaba e amplia a visibilidade da produção brasileira na Europa e nos Estados Unidos.

Tradição e inovação no campo

A história da macadâmia em solo capixaba não é recente, mas a mudança de patamar aconteceu com a verticalização da produção. O que antes era vendido apenas como matéria-prima bruta, hoje ganha as gôndolas de supermercados premium sob a forma de produtos processados. Em cidades como São Mateus e Linhares, gerações de produtores investem em tecnologia de beneficiamento para garantir que a noz mantenha suas propriedades nutricionais. De acordo com dados do Incaper, o clima da região é um dos fatores determinantes para a alta qualidade do fruto, que apresenta um teor de óleo superior ao de concorrentes internacionais.

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Diversificação do portfólio e mercado externo

O grande diferencial desta temporada é a inserção de subprodutos no mercado externo. A estratégia de transformar a noz em doces gourmet e ingredientes para confeitaria tem atraído compradores de países como Alemanha e China. Empresas locais relatam que o valor da macadâmia processada pode ser até 300% superior ao da amêndoa in natura. Esse cenário estimula o surgimento de novas agroindústrias, gerando empregos diretos e fixando o jovem no campo por meio da modernização das etapas de colheita e processamento industrial.

Sustentabilidade e economia familiar

A base da produção permanece vinculada à agricultura familiar, onde o manejo sustentável é uma exigência dos selos de exportação. O uso de técnicas de irrigação controlada e o reaproveitamento das cascas da noz para a geração de biomassa são práticas comuns nas propriedades do Espírito Santo. Segundo especialistas do setor, essa preocupação ambiental é um dos critérios que facilitam a entrada do produto em blocos econômicos rigorosos. A expectativa é que a área plantada cresça 15% nos próximos dois anos, acompanhando a demanda crescente por alimentos saudáveis e de origem controlada.

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Contexto

O Brasil tem se posicionado como um player relevante no mercado mundial de nozes e castanhas, com o Espírito Santo figurando como protagonista ao lado de São Paulo. A cultura da macadâmia foi introduzida no país há décadas, mas apenas na última década o estado alcançou a maturidade produtiva necessária para competir em escala. O suporte técnico de órgãos estaduais e a organização em cooperativas permitiram que pequenos produtores tivessem acesso a mercados que antes eram restritos a grandes latifúndios.

O que esperar

Para os próximos meses, o setor aguarda a abertura de novos canais de distribuição no Oriente Médio, onde o consumo de frutos secos é culturalmente elevado. O foco dos produtores capixabas será a participação em feiras internacionais de alimentos para apresentar as inovações em gelatos e snacks saudáveis. Se o ritmo de crescimento for mantido, a macadâmia pode se tornar um dos principais itens da pauta de exportação do agronegócio do Norte do estado, equilibrando a balança comercial regional.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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