Mãe condenada por morte de bebê é presa na Paraíba após 9 anos

Polícia Civil localiza foragida condenada por maus-tratos e abuso contra a própria filha de oito meses. O crime ocorreu em 2015 e chocou o estado.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 11:543 min de leitura

Mãe condenada por morte de bebê é presa na Paraíba após 9 anos
Resumo em 10 segundos

Ação da Polícia Civil encerra busca de quase uma década por mulher envolvida em crime brutal contra criança.

Uma operação da Polícia Civil da Paraíba resultou, nesta semana, na captura de uma mulher que estava foragida da Justiça pelo crime de maus-tratos com resultado de morte. A acusada, que não teve a identidade revelada pelas autoridades para preservar a investigação, foi localizada em território paraibano após passar nove anos esquivando-se do cumprimento de sua pena. O caso remete a um episódio de extrema violência ocorrido contra uma bebê de apenas oito meses, filha da detida.

O cerco policial e a prisão

A localização da foragida foi possível graças a um trabalho de inteligência coordenado por agentes especializados, que monitoraram o paradeiro da mulher nos últimos meses. De acordo com a Polícia Civil, a condenada vivia de forma discreta, tentando evitar qualquer contato com órgãos oficiais que pudesse revelar sua verdadeira identidade e o mandado de prisão em aberto. A prisão foi efetuada sem resistência, e a mulher foi imediatamente encaminhada para a unidade prisional, onde deverá iniciar o cumprimento da sentença definitiva imposta pelo Poder Judiciário.

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Detalhes do crime que chocou a região

Os fatos que levaram à condenação remontam ao ano de 2015, quando a vítima, uma criança de apenas oito meses de vida, deu entrada em uma unidade de saúde com sinais evidentes de violência. As investigações da época apontaram que a menina sofria abusos constantes e negligência severa por parte da genitora. O quadro clínico da bebê agravou-se devido aos maus-tratos sistemáticos, culminando em seu falecimento. O laudo pericial foi determinante para comprovar que as lesões não foram acidentais, mas fruto de agressões contínuas no ambiente doméstico.

A fuga e a condenação judicial

Logo após o início do processo e a constatação da gravidade dos fatos, a mulher desapareceu, sendo considerada foragida da Justiça desde o ano do crime. O julgamento seguiu os trâmites legais, resultando na condenação por maus-tratos qualificados pelo resultado morte. Durante quase uma década, o caso permaneceu em aberto no sistema de buscas da polícia, sendo um dos alvos prioritários na lista de criminosos procurados por crimes contra a vida de vulneráveis na Paraíba.

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Contexto

O crime de maus-tratos contra crianças e adolescentes no Brasil prevê penas severas, especialmente quando há o agravante de morte. Segundo dados do Ministério da Justiça, a busca por condenados que fogem do distrito da culpa é um dos maiores desafios da segurança pública. Casos como este, ocorridos em 2015, reforçam a necessidade de vigilância constante e da colaboração entre diferentes departamentos da Segurança Pública para garantir que sentenças judiciais sejam efetivamente cumpridas, mesmo após longo período.

Próximos passos

Com a prisão efetuada, a mulher passará por uma audiência de custódia, procedimento padrão para formalizar a detenção, e será transferida para o sistema penitenciário estadual. A defesa da condenada ainda não se manifestou sobre a prisão. O caso agora segue para a fase de execução penal, onde a Justiça da Paraíba definirá o regime inicial e o local exato onde a pena será cumprida integralmente, encerrando um ciclo de impunidade que durava quase dez anos.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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