Mãe é detida após tentar arremessar bebê de 3 meses de prédio em Pernambuco

Caso ocorreu em Jaboatão dos Guararapes; criança foi resgatada sem ferimentos e está sob os cuidados de familiares após intervenção do Conselho Tutelar.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 17:163 min de leitura

Mãe é detida após tentar arremessar bebê de 3 meses de prédio em Pernambuco
Resumo em 10 segundos

Ação rápida de vizinhos e autoridades impediu tragédia em condomínio residencial na Região Metropolitana do Recife.

Uma mulher foi presa em flagrante na última quinta-feira (6) após tentar jogar o próprio filho, um bebê de apenas 3 meses de vida, pela janela de um apartamento em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O incidente mobilizou moradores e forças de segurança, que conseguiram intervir antes que a queda se concretizasse. A suspeita foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a motivação do ato.

Detalhes da ocorrência no condomínio

De acordo com informações da Polícia Civil de Pernambuco, a situação de risco foi percebida por testemunhas que residem no mesmo bloco habitacional. O clima de tensão tomou conta do local quando a mulher posicionou a criança na abertura da janela, em um andar elevado. Populares relataram que a intervenção foi imediata para evitar o pior. A Polícia Militar foi acionada e efetuou a prisão da genitora no local do crime, garantindo a integridade física do recém-nascido.

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Medidas de proteção à criança

Logo após o resgate, o Conselho Tutelar foi notificado para acompanhar o caso e garantir que os direitos da criança fossem preservados. Após passar por uma avaliação inicial, foi constatado que o bebê não apresentava ferimentos aparentes. Por determinação das autoridades de proteção ao menor, a guarda provisória da criança foi entregue aos avós paternos, que se responsabilizaram pela segurança do neto enquanto o processo judicial segue em curso.

Procedimentos investigativos e autuação

A mulher foi encaminhada para a Delegacia de Prazeres, onde o boletim de ocorrência foi formalizado. Segundo a Polícia Civil, ela deve passar por uma audiência de custódia para que a Justiça decida se responderá ao processo em liberdade ou se a prisão preventiva será decretada. Investigadores buscam agora entender o quadro psicológico da suspeita e se houve algum fator desencadeante, como um possível surto psicótico ou depressão pós-parto, que pudesse explicar o comportamento extremo.

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Contexto

Casos de violência doméstica envolvendo recém-nascidos no Estado de Pernambuco têm gerado alerta nas redes de proteção social. No ano de 2023, os índices de ocorrências em ambiente familiar apresentaram variações que reforçaram a necessidade de monitoramento constante por parte dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). O apoio psicológico para puérperas é uma das principais bandeiras defendidas por especialistas em saúde mental para prevenir tragédias desse tipo em comunidades urbanas.

Próximos passos

O inquérito policial deverá ser concluído nos próximos dez dias, com a coleta de depoimentos de vizinhos e familiares que presenciaram a cena. O Ministério Público de Pernambuco aguarda o relatório final para decidir se oferecerá denúncia por tentativa de homicídio ou abandono de incapaz. Enquanto isso, a criança permanecerá sob vigilância da rede de assistência municipal e dos familiares diretos.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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