Manaus: Ônibus circulam com frota reduzida após greve de rodoviários
Após paralisação, empresas de transporte em Manaus operam com apenas 50% da frota fora dos horários de pico por determinação judicial e acordo sindical.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 12:003 min de leitura

Capital amazonense enfrenta restrições no transporte público com redução drástica da frota em horários de menor movimento.
O sistema de transporte coletivo em Manaus opera de forma parcial nesta semana após uma paralisação que mobilizou a categoria dos rodoviários. De acordo com o sindicato que representa as empresas de transporte, a circulação dos veículos foi reduzida para 50% da capacidade fora dos horários de maior fluxo. A medida busca equilibrar a prestação do serviço diante da crise trabalhista, enquanto tenta minimizar os impactos diretos para os passageiros que dependem dos ônibus na capital amazonense.
A determinação da Justiça do Trabalho
Para evitar o colapso total da mobilidade urbana, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) emitiu uma decisão liminar estabelecendo patamares mínimos de operação. A ordem judicial determina que as empresas mantenham ao menos 80% da frota ativa durante os horários de pico, compreendidos entre 6h e 9h da manhã e das 17h às 20h da noite. O descumprimento dessa cota mínima pode acarretar em sanções pesadas para as concessionárias que administram o sistema.
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Impacto para os usuários e logística
Nos intervalos entre os horários de pico, a realidade nos pontos de ônibus tem sido de espera prolongada. Com apenas metade dos veículos nas ruas, o tempo de intervalo entre as linhas dobrou em diversos bairros da Zona Leste e Zona Norte de Manaus. As empresas alegam que a redução é necessária para reorganizar as escalas de trabalho e garantir que o efetivo esteja descansado e disponível para os momentos em que a demanda de trabalhadores e estudantes atinge o seu ápice diário.
O que dizem as autoridades
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas informou que está em diálogo constante com as autoridades para monitorar a situação. Segundo o órgão, a prioridade é cumprir a risca o percentual exigido pelo TRT-11, focando os recursos humanos e materiais nos períodos em que o fluxo de passageiros é mais intenso. A fiscalização da frota está sendo realizada por agentes de trânsito e fiscais de transporte para garantir que a população manauara não fique totalmente desassistida.
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Contexto
A crise no transporte público de Manaus é um tema recorrente, envolvendo discussões sobre reajustes salariais, renovação de frota e o valor da tarifa. No último ano, o sistema passou por diversas ameaças de greve que culminaram em intervenções do Poder Judiciário para garantir o direito constitucional de ir e vir. A atual paralisação reflete o desgaste nas negociações entre o sindicato laboral e as empresas, que alegam dificuldades financeiras para arcar com as demandas da categoria.
Próximos passos
Uma nova audiência de conciliação deve ocorrer nos próximos dias para selar um acordo definitivo entre patrões e empregados. Até que uma resolução seja homologada pela Justiça do Trabalho, a operação em Manaus seguirá o esquema de contingenciamento, com monitoramento em tempo real da quantidade de ônibus que saem das garagens. A orientação para os usuários é que planejem seus deslocamentos com antecedência extra para evitar atrasos críticos em compromissos essenciais.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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