Marcos Rocha cumpre monitoramento, mas falha em delegacias da mulher
Análise do governo de Rondônia mostra avanços na segurança digital e estagnação na rede de apoio feminino. Veja o que mudou na gestão de Coronel Marcos Rocha.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 10:023 min de leitura

Apesar da entrega de central tecnológica, gestão estadual não avançou na ampliação do horário de atendimento especializado para vítimas de violência.
O governo de Rondônia, sob o comando de Coronel Marcos Rocha, apresenta um cenário de contrastes na área da segurança pública ao atingir a marca de três anos e meio de gestão. Enquanto a promessa de implementar uma central de monitoramento integrada foi concretizada, o compromisso de estender o funcionamento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) para o regime de 24 horas permanece estagnado, mantendo lacunas no suporte em momentos críticos para a população feminina.
Aposta na vigilância tecnológica
Um dos pilares da campanha de 2022 que saiu do papel foi a estruturação de um sistema robusto de inteligência. A nova central de monitoramento utiliza tecnologia de ponta para integrar dados de diferentes forças policiais, permitindo uma resposta mais ágil a crimes patrimoniais e ocorrências de trânsito em Porto Velho e cidades do interior. Segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), o investimento em câmeras com reconhecimento de placas e análise de vídeo foi uma das prioridades orçamentárias do último biênio.
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O desafio da proteção à mulher
Por outro lado, a rede de proteção social enfrenta dificuldades operacionais. A promessa de que as Delegacias da Mulher passariam a funcionar de forma ininterrupta, inclusive aos finais de semana e feriados, não foi cumprida na totalidade da rede estadual. Atualmente, muitas unidades ainda operam em horário comercial, o que obriga as vítimas a buscarem as centrais de flagrantes comuns durante a noite, onde o atendimento nem sempre é realizado por equipes especializadas no acolhimento de vítimas de violência doméstica.
Gestão de recursos e efetivo policial
O governo justifica as dificuldades na ampliação do atendimento com base na necessidade de novos concursos públicos e na reorganização do efetivo da Polícia Civil. Embora o estado tenha convocado novos agentes e escrivães ao longo de 2023 e 2024, o contingente atual ainda é considerado insuficiente pelas entidades de classe para garantir o plantão presencial em todas as Deams do estado. A priorização da tecnologia, embora positiva para o policiamento ostensivo, não substituiu a necessidade de atendimento humano especializado nas delegacias.
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Contexto
O cenário da segurança em Rondônia é marcado por índices complexos de criminalidade. Historicamente, o estado apresenta taxas de feminicídio e violência de gênero que exigem políticas públicas contínuas. No plano de governo registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) durante o último pleito, o governador elencou a segurança como um dos eixos centrais de sua reeleição, prometendo unir modernização digital com humanização do atendimento policial.
Próximos passos
Com o encerramento do ciclo de três anos e meio, a gestão de Coronel Marcos Rocha entra em sua fase final sob pressão para entregar as metas sociais pendentes. A expectativa é que o Governo de Rondônia apresente um novo cronograma para a escala plantonista nas delegacias especializadas, tentando equilibrar as contas públicas com a demanda urgente por segurança para as mulheres rondonienses.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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