Marília registra alta de 24% nos casos de sífilis em 2026
A Secretaria da Saúde de Marília confirmou 239 casos de sífilis até julho de 2026. A prefeitura intensifica a oferta de testes rápidos gratuitos na rede municipal.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 09 de agosto de 2026 às 18:103 min de leitura

Avanço da infecção bacteriana em Marília acende alerta na saúde pública e mobiliza rede de prevenção com exames rápidos e gratuitos.
O município de Marília, no interior de São Paulo, enfrenta um cenário epidemiológico preocupante com o aumento significativo das notificações de sífilis. De acordo com dados oficiais da Secretaria Municipal da Saúde, a cidade contabilizou 239 diagnósticos positivos da doença apenas nos primeiros sete meses de 2026. O número representa um crescimento de aproximadamente 24% em comparação ao mesmo período do ano anterior, evidenciando a necessidade de reforço nas estratégias de conscientização e diagnóstico precoce junto à população local.
O panorama epidemiológico local
O levantamento detalhado pelas autoridades sanitárias mostra que a curva de contágio mantém uma trajetória ascendente, atingindo diferentes faixas etárias e perfis socioeconômicos. A Vigilância Epidemiológica destaca que a sífilis é uma infecção silenciosa, o que contribui para que muitos pacientes só busquem auxílio médico quando a patologia já está em estágios avançados. Até o final de julho, a média mensal de novos casos superou as expectativas iniciais das equipes de saúde, colocando as Unidades Básicas de Saúde (UBS) em estado de atenção para o acolhimento de novos pacientes.
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Testagem rápida e gratuita
Para frear a disseminação da bactéria *Treponema pallidum*, a prefeitura de Marília intensificou a oferta de exames diagnósticos em toda a rede pública. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o teste rápido, que é realizado de forma gratuita e sigilosa. O procedimento é simples: basta uma pequena gota de sangue coletada da ponta do dedo para que o resultado seja entregue em apenas 20 minutos. Profissionais da saúde reforçam que o diagnóstico ágil é a ferramenta mais eficaz para interromper a cadeia de transmissão e iniciar o tratamento imediato com antibióticos específicos.
Riscos da doença silenciosa
Especialistas da rede municipal alertam que a falta de sintomas visíveis nas fases iniciais é o maior perigo da sífilis. Se não for tratada adequadamente, a infecção pode evoluir para quadros graves, comprometendo o sistema nervoso, o coração e outros órgãos vitais. Além disso, a preocupação se estende às gestantes, devido ao risco de sífilis congênita, que pode causar malformações fetais, aborto ou óbito neonatal. A recomendação da Secretaria da Saúde é que qualquer pessoa com vida sexual ativa realize o teste pelo menos uma vez ao ano, ou sempre que houver exposição de risco.
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Contexto
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que tem apresentado repiques em diversas regiões do Brasil nos últimos anos. Em 2026, o fenômeno observado em Marília reflete uma tendência nacional de relaxamento nas medidas de prevenção, como o uso de preservativos. Historicamente, a doença é dividida em estágios (primário, secundário, latente e terciário), sendo que as feridas iniciais costumam desaparecer sozinhas, dando a falsa sensação de cura enquanto a bactéria permanece ativa no organismo.
Próximos passos
A administração municipal planeja ampliar as campanhas de busca ativa e oferecer horários estendidos em centros de referência como o SAE (Serviço de Assistência Especializada). O objetivo é garantir que os 239 casos registrados recebam acompanhamento completo e que seus parceiros sexuais também sejam testados e tratados, evitando a reinfecção. A meta das autoridades de Marília é estabilizar os índices de transmissão até o fechamento do segundo semestre deste ano.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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