Mato Grosso troca comando da PGE após operação da Polícia Federal
Francisco Lopes deixa a Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso após citação em investigação da PF. Felipe Florêncio assume o cargo imediatamente.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 10:563 min de leitura

Mudança na cúpula jurídica do Executivo estadual ocorre em meio a desdobramentos de investigações federais que citam membros da administração.
O Governo de Mato Grosso oficializou, nesta semana, a substituição no comando da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). O procurador Francisco Lopes deixou o posto máximo da instituição, sendo substituído por Felipe Florêncio, que assume a gestão jurídica do estado de forma imediata. A movimentação ocorre após o nome do agora ex-procurador-geral ser mencionado em documentos relativos a uma recente operação da Polícia Federal, que apura supostas irregularidades em contratos e condutas administrativas.
A reestruturação no primeiro escalão
A decisão de afastar Francisco Lopes foi tomada em um momento estratégico para evitar o desgaste da imagem institucional do Palácio Paiaguás. O novo titular, Felipe Florêncio, é um quadro técnico da carreira e terá o desafio de manter a estabilidade da PGE enquanto o estado lida com as repercussões das investigações. A troca foi publicada no Diário Oficial do Estado, marcando uma transição rápida para garantir que os processos judiciais e a consultoria jurídica do governo não sofressem interrupções.
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O impacto da operação da Polícia Federal
Embora o governo trate a mudança como uma medida de gestão, os bastidores políticos em Cuiabá apontam que a citação de Francisco Lopes em inquéritos da Polícia Federal tornou sua permanência insustentável. A investigação busca elucidar se houve interferência ou facilitação em processos que tramitaram pela procuradoria. Até o momento, a Polícia Federal não detalhou o nível de envolvimento do ex-procurador, mas o sigilo das peças processuais tem gerado cautela entre os secretários estaduais e o próprio Governador de Mato Grosso.
Defesa e posicionamento oficial
Em nota, a administração estadual reforçou que a PGE continua colaborando integralmente com as autoridades e que a substituição visa dar total transparência ao processo de apuração. Interlocutores ligados a Francisco Lopes afirmam que o procurador está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários e que sua saída do cargo foi uma decisão para preservar a integridade da instituição. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanha o caso para garantir que as prerrogativas dos procuradores envolvidos sejam respeitadas durante a coleta de provas.
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Contexto
A Procuradoria-Geral do Estado é o órgão responsável pela representação judicial e consultoria jurídica de Mato Grosso, cuidando de temas que envolvem desde a arrecadação de tributos até a defesa de grandes obras públicas. Crises envolvendo o comando da PGE costumam ter reflexos diretos na segurança jurídica do estado, afetando a confiança de investidores e a tramitação de projetos na Assembleia Legislativa.
O que esperar
Nos próximos dias, Felipe Florêncio deve anunciar novas diretrizes para o fortalecimento do compliance interno da procuradoria. Enquanto isso, o foco da Polícia Federal se volta para a análise de materiais apreendidos, o que pode determinar se novos nomes do alto escalão serão convocados a depor. A expectativa é que o Governo de Mato Grosso acelere a entrega de documentos para encerrar o ciclo de instabilidade política gerado pela operação.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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