Polícia

Médico é encontrado morto em Xanxerê após acidente doméstico em telhado

O médico Carlos Alberto Velasco foi localizado sem vida em sua residência em Santa Catarina. A Polícia Civil investiga queda durante manutenção no telhado.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 20:033 min de leitura

Médico é encontrado morto em Xanxerê após acidente doméstico em telhado
Resumo em 10 segundos

Investigação aponta que profissional de saúde teria sofrido uma queda fatal enquanto realizava reparos estruturais em sua própria residência.

O corpo do médico Carlos Alberto Velasco foi encontrado sem vida em sua residência, localizada no município de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina. O caso, registrado nesta semana, mobilizou as autoridades locais após colegas de trabalho estranharem a ausência injustificada do profissional em seu posto de saúde. A principal linha de investigação da Polícia Civil sugere que a morte foi decorrência de um acidente doméstico enquanto a vítima realizava manutenções no telhado do imóvel.

O encontro do corpo e os primeiros levantamentos

A descoberta ocorreu após Velasco não comparecer ao trabalho, o que gerou preocupação imediata entre os membros de sua equipe médica. Diante da falta de contato, conhecidos se deslocaram até a casa do médico e, ao entrarem na propriedade, visualizaram o corpo caído. A Polícia Militar foi acionada prontamente para isolar o local e iniciar os protocolos de preservação de cena, aguardando a chegada dos peritos criminais.

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Segundo informações preliminares colhidas pela Polícia Científica, o cenário encontrado indica que o médico estaria realizando algum tipo de reparo ou limpeza na cobertura da casa. Marcas no local sugerem que ele teria perdido o equilíbrio ou que parte da estrutura cedeu, resultando em uma queda de altura considerável. O impacto teria causado lesões fatais imediatas, impedindo qualquer tentativa de socorro ou pedido de ajuda por parte da vítima.

Perícia técnica e causa da morte

O Instituto Médico Legal (IML) removeu o corpo para a realização de exames necroscópicos detalhados. A perícia busca confirmar se a causa do óbito foi exclusivamente o traumatismo causado pela queda ou se houve algum mal súbito que precedeu o acidente. O delegado responsável pelo caso em Xanxerê afirmou que, até o momento, não foram encontrados indícios de violência ou de invasão à residência, o que reforça a tese de fatalidade doméstica.

A morte de Carlos Alberto Velasco causou forte comoção na comunidade médica da região. O profissional era conhecido por sua atuação dedicada na rede de saúde local e sua morte repentina gerou notas de pesar de instituições de saúde e amigos. O conselho de medicina e a prefeitura da cidade acompanham o desenrolar das investigações para prestar o suporte necessário aos familiares e organizar as homenagens póstumas.

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Contexto

Acidentes envolvendo quedas de telhados e escadas representam uma parcela significativa das internações por causas externas no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o público masculino e pessoas acima dos 50 anos são os mais vulneráveis a esse tipo de ocorrência, que muitas vezes resulta em sequelas permanentes ou óbito imediato. Autoridades de segurança reforçam constantemente a necessidade de uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) mesmo em atividades domésticas simples.

Em Santa Catarina, o número de ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros relacionadas a quedas de nível em residências tem mantido patamares elevados nos últimos anos. Especialistas alertam que a manutenção de telhados deve ser realizada, preferencialmente, por profissionais treinados e equipados, evitando que proprietários se exponham ao risco de altura sem a devida ancoragem.

Próximos passos

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A Polícia Civil aguarda agora o laudo final da perícia técnica, que deve ser entregue em um prazo de até 30 dias. Este documento será fundamental para encerrar o inquérito e confirmar oficialmente as circunstâncias do acidente. O velório e o sepultamento do médico devem ocorrer sob forte escolta de amigos e familiares, marcando o adeus a um dos nomes respeitados da saúde do Oeste catarinense.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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