Mercado imobiliário: Norte de Curitiba lidera valorização com alta de 12%
Bairros Juvevê e Ahú registram crescimento de dois dígitos no preço do metro quadrado, consolidando a região Norte como polo de investimentos em Curitiba.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 16:103 min de leitura

Região atrai novos investimentos de luxo e consolida bairros tradicionais como os mais valorizados da capital paranaense.
A zona norte de Curitiba consolidou-se como o principal motor de valorização imobiliária da cidade no último ano. Bairros tradicionais como Juvevê e Ahú apresentaram um crescimento expressivo no preço do metro quadrado, registrando altas que variam entre 11,5% e 12,5% em um período de apenas 12 meses. O fenômeno reflete uma mudança no perfil de consumo das famílias curitibanas, que buscam infraestrutura completa e proximidade com o centro administrativo do estado.
Fatores que impulsionam o crescimento
A disparada nos preços na região norte não é um evento isolado, mas o resultado de uma estratégia agressiva das incorporadoras de alto padrão. De acordo com dados do setor, a escassez de terrenos em áreas como o Batel empurrou o capital imobiliário para o Juvevê, que hoje oferece uma das melhores relações entre serviços e arborização da capital. A valorização de 11,5% no bairro demonstra que o público está disposto a pagar mais por empreendimentos que integrem design moderno a uma vizinhança já consolidada.
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No Ahú, o salto foi ainda maior, atingindo a marca de 12,5% de valorização anual. O bairro, que abriga importantes órgãos do Poder Judiciário e do Governo do Paraná, tornou-se o destino preferencial de profissionais liberais e funcionários públicos de alto escalão. Esse fluxo migratório interno elevou a demanda por apartamentos de três e quatro dormitórios, fazendo com que o estoque de novos imóveis fosse absorvido rapidamente pelo mercado local.
Estratégia das incorporadoras e perfil do comprador
O movimento das empresas do setor tem focado em projetos de boutique e condomínios de luxo que priorizam a qualidade de vida. Especialistas do mercado imobiliário apontam que o Norte de Curitiba oferece uma tranquilidade residencial que o Centro perdeu, mantendo, porém, a facilidade de acesso a polos gastronômicos e culturais. A alta de dois dígitos observada em 2023 e no início de 2024 coloca a região em um patamar de rentabilidade superior à média nacional para o mesmo período.
Além do valor de venda, o mercado de locação também sente os reflexos dessa valorização. Com a alta nos preços dos imóveis novos, as unidades usadas nas imediações da Avenida João Gualberto e da Rua Marechal Mallet tiveram seus contratos reajustados, acompanhando o otimismo do setor. O investidor que apostou na região há cinco anos colhe agora frutos de uma valorização patrimonial que supera a inflação e diversos índices de renda fixa.
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Contexto
Historicamente, o eixo sul de Curitiba era visto como o principal vetor de expansão imobiliária, especialmente com o desenvolvimento do Ecoville. No entanto, nos últimos 24 meses, o eixo norte retomou o protagonismo. A infraestrutura de transporte, com as canaletas do BRT, e a preservação de áreas verdes, como o Museu Oscar Niemeyer, servem como âncoras que garantem a valorização contínua das propriedades ao redor.
Dados da Secretaria Municipal de Urbanismo indicam que o número de alvarás para construções de grande porte na região norte cresceu cerca de 15% no último biênio. Isso reforça que o adensamento populacional planejado está ocorrendo em conformidade com o Plano Diretor de Curitiba, garantindo que a valorização financeira seja acompanhada por melhorias na zeladoria urbana e na segurança pública das localidades afetadas.
O que esperar
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Para os próximos meses, a tendência é que a valorização continue em ritmo constante, embora mais moderado. Com a entrega de novos empreendimentos previstos para o segundo semestre de 2024, o mercado deve atingir um novo teto de preços no Juvevê e no Cabral. Analistas acreditam que o teto do metro quadrado na região ainda não foi alcançado, o que mantém o Norte de Curitiba no radar de grandes fundos de investimento imobiliário e compradores finais.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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