Morre Wilson Andrade, economista e líder do setor de fibras na Bahia

Diretor-executivo da Abaf e referência no comércio exterior, Wilson Andrade faleceu aos 78 anos. Conheça o legado do economista para o agronegócio baiano.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 09 de agosto de 2026 às 11:033 min de leitura

Morre Wilson Andrade, economista e líder do setor de fibras na Bahia
Resumo em 10 segundos

Referência na economia baiana e no agronegócio nacional, o diretor-executivo Wilson Andrade deixa legado de décadas na gestão de fibras naturais e comércio exterior.

O setor produtivo da Bahia lamenta a perda de um de seus maiores articuladores. Morreu, neste domingo (9), o economista Wilson Andrade, aos 78 anos. A confirmação do falecimento foi feita pela Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf), entidade que ele liderava como diretor-executivo. Reconhecido por sua vasta experiência técnica e diplomática, Andrade foi uma peça fundamental na conexão entre a produção rural baiana e os mercados internacionais, consolidando o estado como um polo exportador de excelência.

Trajetória marcada pela liderança setorial

Ao longo de sua carreira, Wilson Andrade destacou-se pela versatilidade em ocupar postos estratégicos que exigiam visão macroeconômica. Além de seu trabalho na Abaf, ele exerceu funções de comando em diversas organizações ligadas às fibras naturais, como o sisal, onde atuou na modernização dos processos produtivos e na defesa dos interesses dos produtores no exterior. Sua atuação não se restringia apenas ao campo técnico; ele era visto como um embaixador do agronegócio da Bahia, frequentemente representando o Brasil em fóruns de relações internacionais.

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Contribuições ao comércio exterior e relações institucionais

No campo do comércio exterior, o economista foi responsável por abrir portas para produtos brasileiros em mercados rigorosos na Europa e na Ásia. Sua gestão na Abaf foi caracterizada pelo incentivo à sustentabilidade e pela integração entre a indústria de celulose e os pequenos produtores florestais. De acordo com lideranças empresariais locais, Wilson Andrade possuía a rara habilidade de mediar conflitos e construir pontes entre o setor público e a iniciativa privada, sempre com o objetivo de elevar o PIB baiano e gerar empregos qualificados.

Reconhecimento e impacto no setor de fibras

O impacto de seu trabalho é visível na consolidação das cadeias produtivas de fibras naturais, setor no qual a Bahia detém protagonismo global. Andrade defendia ferrenhamente a inovação tecnológica como forma de manter a competitividade do produto brasileiro. Durante sua trajetória, também colaborou com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e conselhos de desenvolvimento econômico, onde suas análises sobre o cenário global eram frequentemente consultadas para nortear investimentos de milhões de reais no estado.

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Contexto

A história de Wilson Andrade se confunde com a própria evolução da economia florestal no Nordeste. Nas últimas décadas, o setor de florestas plantadas na Bahia saltou em produtividade, tornando-se um dos pilares das exportações estaduais. O economista foi um dos principais entusiastas da verticalização da produção, incentivando que a matéria-prima fosse processada localmente para agregar valor antes de chegar ao Porto de Salvador ou ao Porto de Ilhéus.

Além do setor florestal, a atuação de Andrade nas relações internacionais ajudou a posicionar a Bahia como um destino atrativo para investimentos estrangeiros diretos. Sua morte representa uma lacuna em fóruns de debate sobre a economia verde e o futuro das fibras naturais, temas que ele dominava com profundidade e defendia muito antes de se tornarem pautas globais obrigatórias.

O que esperar

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Com a partida de Wilson Andrade, as entidades ligadas ao agronegócio e à indústria devem realizar homenagens oficiais nos próximos dias. A Abaf deverá passar por um processo de transição em sua diretoria executiva, buscando manter as diretrizes de expansão e sustentabilidade estabelecidas pelo economista. O sepultamento e as cerimônias de despedida devem reunir as principais lideranças políticas e empresariais da Bahia.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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