Mortandade de peixes no Rio do Peixe mobiliza fiscalização da Cetesb em Lindóia
Dezenas de animais foram encontrados mortos nas águas do Rio do Peixe, em Lindóia. A Cetesb iniciou vistorias técnicas para identificar as causas do desastre ambiental.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 16:253 min de leitura

Agência ambiental investiga as causas do aparecimento de dezenas de animais boiando nas águas do Rio do Peixe neste final de semana.
Moradores e motoristas que trafegavam pela Rodovia BR-146, em Lindóia, foram surpreendidos neste sábado (8) com uma cena de degradação ambiental: dezenas de peixes de diversas espécies apareceram mortos. O fenômeno, concentrado em um trecho visível da estrada, gerou alerta imediato na região do Circuito das Águas, levando a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) a enviar equipes de emergência para realizar coletas de amostras e vistorias técnicas no leito do rio.
Ação das autoridades e vistoria técnica
Assim que as primeiras imagens começaram a circular, técnicos da Cetesb foram mobilizados para avaliar a extensão do dano. De acordo com a agência ambiental, o procedimento padrão envolve a análise da oxigenação da água e a busca por possíveis descartes irregulares de efluentes industriais ou esgoto doméstico. O foco inicial da inspeção é o trecho próximo à BR-146, onde a concentração de peixes mortos foi maior. Os agentes buscam identificar se houve uma alteração química brusca ou se fatores climáticos contribuíram para a tragédia.
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Impacto na fauna local
Testemunhas que registraram o incidente relataram que o cheiro forte já era perceptível nas primeiras horas da manhã de sábado. O Rio do Peixe é um dos principais corpos hídricos da região e sustenta um ecossistema diversificado. A retirada dos animais mortos é uma preocupação das autoridades sanitárias de Lindóia, pois a decomposição em massa pode comprometer ainda mais a qualidade da água e afetar outras espécies que dependem do manancial. Especialistas indicam que a velocidade da resposta é crucial para evitar que a contaminação se desloque para municípios vizinhos.
Investigação de possíveis descartes
Embora as causas naturais, como a inversão térmica, não sejam descartadas, a fiscalização concentra esforços em mapear as propriedades e empresas situadas às margens do rio acima do ponto da ocorrência. A Polícia Ambiental também acompanha o caso e poderá aplicar multas severas caso seja comprovado que a mortandade foi causada por crime ambiental. O monitoramento do trecho afetado em Lindóia deve continuar pelos próximos dias, com a emissão de um laudo laboratorial detalhado sobre as condições físico-químicas do local.
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Contexto
A região de Lindóia e o Circuito das Águas são conhecidos nacionalmente pela pureza de seus recursos hídricos e pela forte dependência do turismo ecológico. Eventos de mortandade de peixes no interior de São Paulo costumam estar atrelados a períodos de estiagem ou ao despejo clandestino de resíduos químicos. Em anos anteriores, incidentes similares na bacia hidrográfica resultaram em sanções administrativas rigorosas contra infratores, reforçando a necessidade de vigilância constante sobre o Rio do Peixe.
Próximos passos
O resultado das análises laboratoriais das amostras de água coletadas pela Cetesb deve ser divulgado nos próximos dias. Até que a segurança do manancial seja atestada, a orientação para a população local é evitar o contato direto com a água no trecho afetado e não consumir peixes retirados daquela área. A prefeitura de Lindóia informou que segue colaborando com os órgãos estaduais para garantir a limpeza do leito e a transparência nas investigações sobre o impacto ambiental.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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