Motorista que causou morte de nutricionista no Guarujá é solto após fiança
Justiça concede liberdade provisória a Murilo Abite após acidente com oito ocupantes que vitimou Daniella Ferraz Rooth no litoral paulista. Veja os detalhes.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 16:383 min de leitura

Justiça concede liberdade provisória ao condutor que dirigia sob efeito de álcool e transportava excesso de passageiros no litoral paulista
O motorista Murilo Abite foi colocado em liberdade após o pagamento de fiança estabelecida em audiência de custódia nesta semana. Ele é o principal investigado pelo acidente que resultou na morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, na cidade do Guarujá, no litoral de São Paulo. O caso gerou forte comoção regional devido às circunstâncias da colisão, ocorrida enquanto o suspeito dirigia com a capacidade psicomotora alterada.
Detalhes da colisão fatal
De acordo com informações da Polícia Civil, o veículo conduzido por Murilo Abite colidiu violentamente contra um poste de iluminação pública. No momento do impacto, o automóvel transportava oito pessoas, número que excede significativamente a capacidade permitida por lei para veículos de passeio. A jovem Daniella Ferraz Rooth não resistiu aos ferimentos causados pela força da batida e teve o óbito confirmado ainda no local pelas equipes de emergência.
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Embriaguez e decisão judicial
Após o acidente, as autoridades confirmaram que o condutor apresentava sinais claros de embriaguez, fato que fundamentou a prisão em flagrante inicial. Durante a audiência, a autoridade judicial decidiu que o investigado poderá responder ao processo por homicídio culposo na direção de veículo automotor em liberdade. A decisão impõe medidas cautelares, mas permite que o jovem aguarde o julgamento fora do sistema prisional após o recolhimento do valor estipulado pela Justiça de São Paulo.
Atuação das autoridades de segurança
A perícia técnica foi acionada para o local do acidente na Baixada Santista para coletar evidências que ajudem a determinar a velocidade do veículo no instante do choque. Segundo a Polícia Militar, a superlotação do carro foi um fator agravante que dificultou qualquer chance de preservação da integridade física dos ocupantes. O inquérito policial segue em andamento para apurar se houve outras infrações administrativas e criminais acumuladas na conduta do motorista naquela noite.
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Contexto
O município do Guarujá tem registrado um aumento na fiscalização de trânsito em áreas de grande circulação turística, especialmente para coibir a mistura de álcool e direção. Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que acidentes envolvendo excesso de passageiros e condutores alcoolizados são uma das principais causas de mortes violentas no trânsito urbano do Estado de São Paulo, motivando campanhas rigorosas de conscientização e blitze da Lei Seca.
Próximos passos
O Ministério Público deverá analisar o relatório final da Polícia Civil para decidir se manterá a tipificação de homicídio culposo ou se apresentará denúncia por dolo eventual, considerando o risco assumido ao dirigir embriagado e com o carro lotado. Enquanto isso, a defesa de Murilo Abite deve apresentar as primeiras manifestações no processo, enquanto familiares e amigos de Daniella Ferraz Rooth organizam homenagens e pedem por maior rigor na aplicação das leis de trânsito brasileiras.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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