Mulher luta contra pit bull para salvar cadela em Patos de Minas

Ataque violento em Patos de Minas mobiliza vizinhança. O dono do cão agressor havia sido preso horas antes por suspeita de roubo de veículo na região.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 17:183 min de leitura

Mulher luta contra pit bull para salvar cadela em Patos de Minas
Resumo em 10 segundos

Moradora intervém em ataque feroz de animal de grande porte para evitar morte de animal de estimação no Alto Paranaíba.

Uma cena de violência animal assustou moradores de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, quando uma mulher precisou lutar fisicamente contra um cão da raça pit bull para salvar sua cadela de estimação. O incidente ocorreu em via pública e mobilizou testemunhas que tentaram conter o animal agressor, que estava solto sem a supervisão de seu responsável. De acordo com a Polícia Militar, o tutor do cão, um homem de 35 anos, não estava presente no momento do ataque pois havia sido detido pela corporação na noite anterior.

O momento do ataque

Testemunhas relataram que a vítima passeava com sua cadela quando foram surpreendidas pelo pit bull, que avançou diretamente contra o animal menor. Sem equipamentos de contenção, a mulher iniciou uma luta desesperada para separar os animais, sofrendo riscos iminentes de ferimentos graves. A intervenção durou vários minutos até que populares conseguiram auxiliar na imobilização do cão agressor. A cadela atacada sofreu ferimentos e precisou de atendimento veterinário urgente após o episódio traumático.

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Prisão do proprietário

O desdobramento do caso revelou uma situação atípica quanto à responsabilidade pelo animal. O tutor do pit bull, cuja identidade não foi revelada, já estava sob custódia do Estado. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar horas antes do ataque, sob a acusação de envolvimento em um roubo de veículo. A ausência do proprietário, que permanecia na delegacia, teria facilitado a fuga do cão para a rua, culminando na agressão à cadela da vizinha.

Responsabilidade civil e criminal

Autoridades locais reforçam que a guarda de animais perigosos exige cautela redobrada dos proprietários. Segundo o Código Penal e a Lei de Contravenções Penais, a omissão na cautela de animais pode gerar sanções severas, especialmente quando há danos a terceiros. Em Minas Gerais, legislações específicas determinam o uso obrigatório de guia e focinheira para raças consideradas de guarda ou ataque em locais públicos, visando garantir a segurança da coletividade.

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Contexto

O município de Patos de Minas tem registrado debates crescentes sobre a posse responsável de animais de grande porte. Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que ocorrências envolvendo ataques de cães sem supervisão sobrecarregam o sistema de atendimento de emergência. Além disso, a conexão do proprietário com crimes de roubo agrava a situação jurídica do envolvido, que agora poderá responder também pela negligência na guarda do animal enquanto estava em débito com a Justiça.

O que esperar

O proprietário do animal deverá prestar novos esclarecimentos à Polícia Civil sobre as condições em que o cão era mantido. A vítima do ataque estuda ingressar com uma ação de reparação de danos pelos custos veterinários e pelo abalo psicológico sofrido. O animal agressor deve ser monitorado pelo centro de controle de zoonoses para avaliação de comportamento e saúde nas próximas 48 horas.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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