Onda de ar seco atinge Vale do Paraíba e Taubaté entra em estado de atenção
Cidades do Vale do Paraíba registram índices críticos de umidade relativa do ar. Taubaté atingiu a marca de 24%, exigindo cuidados redobrados com a saúde.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 16:493 min de leitura

Municípios da região registram índices críticos de umidade relativa do ar e Defesa Civil alerta para riscos à saúde e incêndios florestais.
A região do Vale do Paraíba enfrentou uma queda brusca nos índices de umidade relativa do ar na tarde desta terça-feira. O monitoramento realizado às 16h apontou que a cidade de Taubaté atingiu o nível mais crítico da região, registrando apenas 24% de umidade. O índice coloca o município em estado de atenção, uma vez que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que valores abaixo de 60% já são prejudiciais ao organismo humano.
Panorama regional da seca
Além do cenário preocupante em Taubaté, outras cidades importantes do eixo metropolitano também apresentaram números baixos. Em São José dos Campos e São Luiz do Paraitinga, os medidores registraram 32% de umidade no mesmo horário. Mesmo em áreas de altitude, como Campos do Jordão, o clima seco se fez presente, com os termômetros marcando 42%. A falta de chuvas e a presença de uma massa de ar seco sobre o estado de São Paulo têm impedido a circulação de umidade vinda do oceano.
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Impactos na saúde pública
De acordo com especialistas da área médica, quando a umidade atinge patamares inferiores a 30%, aumentam significativamente as ocorrências de problemas respiratórios, irritação nos olhos e ressecamento da pele. A Defesa Civil recomenda que os moradores mantenham a hidratação constante e evitem a prática de exercícios físicos ao ar livre entre as 11h e as 17h, período em que a incidência solar é mais forte e o ar se torna mais rarefeito em partículas de água.
Risco de queimadas e preservação
A situação climática atual também acende um alerta para o risco de incêndios em vegetação. Com a vegetação seca e a baixa umidade, qualquer foco de incêndio pode se propagar rapidamente pelas encostas da Serra da Mantiqueira e áreas rurais do Vale. O Corpo de Bombeiros reforça que a queima de lixo e o descarte irregular de bitucas de cigarro são as principais causas de incidentes neste período do ano, podendo causar danos irreversíveis à fauna e flora local.
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Contexto
Historicamente, o mês de agosto e o início de setembro são marcados pela estiagem no sudeste brasileiro. No entanto, os índices registrados em 2024 mostram uma intensificação dos períodos secos, com cidades atingindo níveis de deserto em horários de pico. O fenômeno é agravado pelo bloqueio atmosférico que impede a chegada de frentes frias, mantendo as temperaturas elevadas e o ar estagnado sobre as áreas urbanas do Vale do Paraíba.
Próximos passos
A previsão meteorológica indica que a massa de ar seco deve permanecer sobre a região pelos próximos cinco dias. Não há previsão de chuva significativa para o curto prazo, o que deve manter os índices de umidade entre 20% e 40%. As autoridades municipais devem intensificar a umidificação de ambientes públicos, como escolas e hospitais, e manter o monitoramento constante das áreas de risco para queimadas.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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