Ônibus em Manaus voltam a circular após fim de paralisação dos rodoviários

Após acordo entre rodoviários e empresas, o transporte coletivo em Manaus foi normalizado nesta quarta-feira (22). Confira os detalhes da negociação e impactos.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 11:453 min de leitura

Resumo em 10 segundos

Acordo entre trabalhadores e empresas de transporte encerra greve e normaliza fluxo de passageiros na capital amazonense.

O sistema de transporte coletivo de Manaus retomou a operação integral nesta quarta-feira (22), após o encerramento de uma paralisação deflagrada pelos rodoviários. O movimento, que afetou milhares de usuários desde as primeiras horas do dia, foi suspenso após uma rodada de negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus e os representantes das empresas operadoras do serviço na cidade.

Como o caso aconteceu

A mobilização teve início durante a madrugada, resultando em garagens fechadas e terminais de integração com fluxo reduzido. Os trabalhadores reivindicavam melhorias nas condições de trabalho e o cumprimento de pautas salariais que estavam em aberto. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a decisão de paralisar as atividades foi uma resposta à falta de avanços nas tratativas anteriores, gerando um impacto direto na rotina de cerca de 500 mil passageiros que dependem diariamente dos ônibus na capital.

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A prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), acompanhou o desenrolar da greve e atuou na mediação para evitar que o bloqueio se estendesse por mais tempo. Durante o período de paralisação, as principais avenidas da cidade registraram congestionamentos atípicos e uma demanda elevada por veículos por aplicativo, que chegaram a operar com tarifas dinâmicas devido à alta procura.

O que dizem as autoridades

De acordo com o IMMU, a frota começou a ser liberada gradualmente por volta das 10h, atingindo a capacidade total de operação no início da tarde. O órgão informou que a fiscalização será intensificada para garantir que os intervalos entre as viagens sejam cumpridos rigorosamente, compensando o atraso gerado nas primeiras horas da manhã. As empresas do setor de transporte não detalharam os termos financeiros do acordo, mas confirmaram que as operações foram normalizadas em todas as zonas da cidade.

O clima nas garagens, que era de tensão no início do dia, transformou-se em alívio para os motoristas e cobradores após a confirmação de que os pontos principais da pauta seriam atendidos. Representantes da categoria afirmaram que a suspensão do movimento demonstra a disposição dos trabalhadores em dialogar, desde que haja garantias de que os direitos trabalhistas serão respeitados pelas concessionárias do transporte público.

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Contexto

O sistema de transporte de Manaus enfrenta desafios históricos relacionados à renovação da frota e à manutenção do equilíbrio financeiro entre o custo da passagem e o subsídio municipal. Nos últimos 12 meses, a cidade passou por outras breves interrupções em virtude de atrasos em pagamentos de benefícios e discussões sobre a segurança dos rodoviários. A rede atual conta com mais de 1.100 veículos distribuídos em centenas de linhas que interligam os bairros periféricos aos terminais centrais.

A crise no setor de mobilidade urbana na região Norte tem sido pauta frequente de debates na Câmara Municipal de Manaus, onde vereadores discutem a eficiência do modelo de gestão atual. A paralisação desta quarta-feira (22) reforça a fragilidade do sistema diante de impasses trabalhistas, evidenciando a dependência da população em relação ao modal rodoviário, que é a principal via de deslocamento na metrópole amazônica.

Próximos passos

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Com o retorno dos ônibus às ruas, os órgãos municipais agora focam na estabilização do serviço para o horário de pico do final do dia. Uma nova reunião entre o Sindicato dos Rodoviários e o sindicato patronal está agendada para a próxima semana, com o objetivo de formalizar as cláusulas discutidas hoje e evitar que novos protestos ocorram no curto prazo. A população deve ficar atenta aos canais oficiais do IMMU para atualizações sobre possíveis alterações de itinerários ou reforço na frota.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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