Operação combate fraude em bombas de combustíveis no Piauí
Investigação da SSP e Imepi mira 10 postos suspeitos de aplicar o esquema de 'bomba baixa' em Teresina, Parnaíba e Capitão de Campos. Veja os detalhes.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 06:413 min de leitura
Ação conjunta investiga esquema criminoso onde consumidores recebiam menos combustível do que o valor efetivamente pago nas bombas.
Uma força-tarefa composta pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) e pelo Instituto de Metrologia do Estado do Piauí (Imepi) deflagrou, nesta manhã, uma operação para cumprir mandados de busca em 10 postos de combustíveis. As diligências ocorrem simultaneamente em Teresina, Parnaíba e Capitão de Campos, focando em estabelecimentos suspeitos de manipular os equipamentos de medição para lesar o bolso dos motoristas piauienses.
O mecanismo da fraude
A investigação aponta para a prática da chamada "bomba baixa", um artifício técnico ilegal onde o visor da bomba registra uma quantidade de litros superior à que realmente entra no tanque do veículo. Segundo as autoridades da Polícia Civil, o esquema utiliza componentes eletrônicos ou ajustes mecânicos que enganam o consumidor no momento do abastecimento. Estima-se que a diferença, embora pareça pequena por litro, gere um lucro ilícito milionário quando somada ao volume total comercializado pelos postos investigados.
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Alvos e perícia técnica
Durante as vistorias, técnicos do Imepi realizam testes de aferição imediata para comprovar as irregularidades. Em Teresina, equipes policiais isolaram perímetros de postos situados em avenidas de grande fluxo, onde a movimentação de clientes é intensa. Os proprietários e gerentes dos locais identificados com fraudes podem responder por crimes contra a economia popular e relações de consumo, além de estarem sujeitos a multas administrativas que podem ultrapassar a marca de R$ 1,5 milhão por estabelecimento.
Impacto no bolso do consumidor
O foco da operação é garantir a transparência e a fidedignidade nas transações comerciais de derivados de petróleo. A Secretaria de Segurança Pública reforçou que a ação foi motivada por denúncias anônimas e relatórios técnicos que mostraram inconsistências graves nos estoques e nas vendas declaradas. Em Parnaíba, no litoral do estado, a fiscalização também verifica a qualidade do combustível, buscando identificar se, além da fraude na quantidade, há adulteração química nos produtos oferecidos aos condutores.
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Contexto
O setor de combustíveis no Piauí tem sido alvo de monitoramento rigoroso devido ao aumento das queixas sobre a autonomia dos veículos. Historicamente, operações desse porte visam desarticular cartéis e práticas abusivas que distorcem a livre concorrência. Dados do Governo do Estado indicam que a fiscalização contínua é a principal ferramenta para impedir que redes de postos utilizem tecnologias de burla para mascarar o faturamento real e sonegar impostos estaduais como o ICMS.
O que esperar
Os estabelecimentos que apresentarem irregularidades insanáveis terão as bombas lacradas imediatamente e as atividades suspensas temporariamente. O material apreendido, incluindo placas de circuitos e computadores, passará por análise no Instituto de Criminalística. A expectativa é que o relatório final da operação seja divulgado nas próximas 48 horas, detalhando o montante total do prejuízo causado aos cidadãos e a lista definitiva dos postos autuados.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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