Polícia

Operação Sentinela: Polícia Civil recupera celulares em Oeiras do Pará

A Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Sentinela para combater roubos e receptação de celulares em Oeiras do Pará e no distrito de Mosqueiro.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 09:573 min de leitura

Operação Sentinela: Polícia Civil recupera celulares em Oeiras do Pará
Resumo em 10 segundos

Ação estratégica da Polícia Civil mapeia crimes de receptação e retira aparelhos de origem ilícita de circulação no interior paraense.

Nesta semana, a Polícia Civil do Pará deflagrou a segunda fase da Operação Sentinela, uma ofensiva focada em desarticular esquemas de roubo, furto e receptação de dispositivos móveis. As diligências ocorreram de forma simultânea no município de Oeiras do Pará e no distrito de Mosqueiro, em Belém, resultando na recuperação de diversos aparelhos e na identificação de envolvidos em crimes registrados ao longo do início de 2025.

Detalhes das apreensões e intimações

Durante o cumprimento das ordens judiciais e diligências de campo, os agentes conseguiram apreender sete aparelhos celulares que possuíam registro de roubo ou furto. Além das apreensões físicas, a autoridade policial confirmou que mais de 25 pessoas foram intimadas a prestar esclarecimentos nas delegacias locais. O objetivo é rastrear a cadeia de comercialização ilegal, que muitas vezes utiliza redes sociais e feiras livres para repassar produtos subtraídos de vítimas sob violência ou grave ameaça.

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De acordo com a Polícia Civil, o cruzamento de dados de inteligência foi fundamental para localizar os dispositivos. A investigação aponta que muitos dos atuais portadores dos celulares alegaram ter adquirido os itens de boa-fé, porém, sem a apresentação de nota fiscal ou procedência lícita, o que configura, em tese, o crime de receptação. Os indivíduos que foram encontrados com os objetos podem responder criminalmente, caso não comprovem a origem legal das aquisições.

O impacto do combate ao mercado ilegal

O delegado responsável pela operação enfatizou que a Operação Sentinela é uma resposta direta ao aumento de ocorrências patrimoniais na região do Baixo Tocantins. A estratégia consiste não apenas em prender quem assalta, mas em asfixiar o mercado de receptação, que é o principal motor para a continuidade dos roubos de rua. Ao identificar quem compra, a polícia espera reduzir drasticamente o interesse de criminosos pelo furto de aparelhos eletrônicos em Oeiras do Pará.

Os dispositivos recuperados passarão por perícia técnica e, posteriormente, serão devolvidos aos seus legítimos proprietários. A orientação das forças de segurança é que a população sempre registre o Boletim de Ocorrência informando o número do IMEI do aparelho, dado essencial para que a polícia consiga rastrear e devolver o bem em operações futuras de fiscalização e bloqueio.

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Contexto

A segurança pública no estado do Pará tem intensificado o uso de tecnologia para monitorar o comércio de eletrônicos usados. Em 2025, as delegacias especializadas notaram que o deslocamento de aparelhos roubados da capital para o interior do estado tornou-se uma prática comum para tentar burlar a fiscalização metropolitana. Por esse motivo, as fases da Operação Sentinela estão sendo interiorizadas para cidades como Oeiras do Pará, garantindo que o cerco contra o crime organizado seja ampliado.

Historicamente, o crime de receptação é punido com penas que variam de um a quatro anos de reclusão, além de multa. A polícia alerta que valores excessivamente abaixo do preço de mercado são o primeiro sinal de alerta para o consumidor evitar o envolvimento em crimes que alimentam a violência urbana.

Próximos passos

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As investigações continuam com o objetivo de identificar os fornecedores primários desses aparelhos. A Polícia Civil não descarta a realização de uma terceira fase da operação nos próximos meses, focando em lojistas que possam estar facilitando o desbloqueio e a revenda de peças de procedência duvidosa em toda a região de Mosqueiro e municípios vizinhos.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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